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Mykola Bychok: O Cardeal mais jovem que Pode se tornar Papa

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Aos 45 anos, o ucraniano é o mais jovem entre os cardeais eleitores no conclave que escolherá o sucessor do Papa Francisco​

O Colégio dos Cardeais se reúne em Roma para escolher o novo líder da Igreja Católica, após o falecimento do Papa Francisco. Entre os 117 cardeais com direito a voto, destaca-se Mykola Bychok, de 45 anos, o mais jovem do grupo. Bispo da Eparquia dos Santos Pedro e Paulo em Melbourne, Austrália, Bychok representa uma nova geração de líderes eclesiásticos.​

Uma Trajetória de Dedicação e Fé

Nascido em Ternopil, Ucrânia, em 13 de fevereiro de 1980, Bychok ingressou no mosteiro aos 17 anos. Fez seus votos em 1998 e continuou seus estudos religiosos até 2001 no Instituto Superior de Espiritualidade do Beato Mykolay Charnetsky. Ordenado diácono em 2004, tornou-se padre em 2005, servindo inicialmente em Prokopyevsk, Rússia. Retornou à Ucrânia em 2007, atuando principalmente nas cidades ao redor de Lviv. Em 2015, mudou-se para Nova Jersey, EUA, onde foi vigário da paróquia católica ucraniana de São João Batista, em Newark. Em 2020, foi nomeado bispo em Melbourne.​

Um Cardeal Comprometido com a Justiça e a Paz

Criado cardeal em outubro de 2024 pelo Papa Francisco, Bychok recebeu o koukoulion, tradicional indumento para monges orientais, em vez do barrete reservado para cardeais de rito latino. Ele também recebeu o anel e o título presbiteral de Santa Sofia. Bychok expressou sua intenção de ser um cardeal acessível e comprometido em denunciar a guerra em seu país, descrevendo-a como um genocídio perpetrado pela Rússia desde fevereiro de 2022. Ele pediu orações por um processo guiado pelo Espírito Santo na eleição do novo Papa.​

Um Conclave de Diversidade e Renovação

O conclave conta com 117 cardeais eleitores de 71 países, refletindo a diversidade global da Igreja Católica. Bychok destacou a heterogeneidade do grupo, que não tem uma visão comum a priori sobre o futuro da Igreja. Enquanto Bychok é o membro mais jovem do Colégio dos Cardeais, o italiano Angelo Acerbi e o argentino Esteban Estanislao, ambos com 99 anos, são os mais velhos, embora não possam votar devido à idade. A expectativa é de que o conclave seja realizado na primeira quinzena de maio.