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Júri de Sean “Diddy” Combs chega a veredito parcial em julgamento que pode levá-lo à prisão perpétua

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Acusado de tráfico sexual e conspiração, magnata enfrenta decisões sobre quatro acusações; impasse no caso de racketeering mantém deliberações em aberto

O julgamento do produtor musical e empresário Sean “Diddy” Combs segue em Nova York, em processo que já dura sete semanas e envolve cinco acusações federais, entre elas tráfico sexual e conspiração para extorsão. Na terça-feira (1º de julho de 2025), o júri anunciou ter alcançado um veredito para quatro das cinco contagens, mas permanece dividido quanto à mais grave: conspiração para racketeering, que pode levar à prisão perpétua.

Após cerca de 12 horas de debates, os 12 jurados — oito homens e quatro mulheres — decidiram de modo unânime pelos resultados nas acusações relacionadas a Cassie Ventura e outra mulher identificada apenas como “Jane”:

  • Dois casos de tráfico sexual (força, fraude ou coerção);
  • Duas acusações de transporte para fins de prostituição
    No entanto, no que se refere à acusação principal — conspiração de racketeering — o júri declarou estar em impasse, com “opiniões incontestáveis” de ambos os lados.

Próximos passos e tensão judicial

O juiz Arun Subramanian optou por instruir os jurados a retomarem as deliberações sobre o caso de racketeering — possivelmente com um “Allen charge”, medida que estimula jurados a reconsiderar suas posições — atendendo ao pedido tanto da acusação quanto da defesa. As discussões serão retomadas na manhã desta quarta-feira (2 de julho).

Diddy, visivelmente emocionado, foi consolado por advogados e familiares — entre eles seus seis filhos adultos e sua mãe — durante a leitura da nota do júri.

As acusações e suas implicações

A acusação de racketeering exige que o júri comprove a existência de um esquema criminoso organizado ao longo de anos, envolvendo suborno, sequestro, incêndio e tráfico sexual — equiparando-se a organizações mafiosas. Já pelos crimes de tráfico sexual, Diddy pode pegar pena mínima de 15 anos, enquanto por transporte para prostituição cada acusação carrega até 10 anos de prisão.

Testemunhos contundentes

Entre os 34 depoimentos, destacam-se os de Cassie Ventura — que relatou agressões físicas e coerção sexual em eventos que ficou conhecidos como “freak-offs” — e de “Jane”, que confirmou coerção semelhante. A acusação trouxe à tona imagens filmadas, supostamente por Combs, mostrando ele agredindo Cassie em hotel, em 2016. A defesa, por sua vez, argumenta que houve consentimento, exibindo mensagens trocadas que expressam afeição e interesse nas práticas.

Descrevem-se cenas carregadas de emoção no tribunal: Diddy com a cabeça baixa, visivelmente abalado, seus advogados formando um semicírculo, e jurados retornando acompanhados de preocupações judiciais — inclusive sobre a compreensão de instruções por parte de um membro.

Apesar do veredito parcial, o desfecho final continua incerto. Se condenado pelos quatro crimes já decididos, Diddy pode enfrentar uma pena significativa — e se o júri eventualmente acordar na acusação de racketeering, a perspectiva é ainda mais grave. Especialistas sugerem que a divisão no caso principal pode favorecer a defesa e até resultar em júri “hung” (sem veredicto) para essa contagem.