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Tarifas de Trump geram insatisfação e elevam preços da temporada de Natal nos EUA

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Pesquisa indica que 60% dos americanos desaprovam as tarifas, que já impactam o planejamento de compras natalinas, reduzindo variedade e elevando custos — com efeitos colaterais para a economia global, o Brasil e o preço dos produtos no varejo estadunidense.

Nos últimos meses, o governo Trump impôs uma série de tarifas sobre importações — incluindo aço, alumínio, automóveis e produtos de diversas nações. Recentes pesquisas e estudos mostram que essas medidas estratégicas estão provocando reações adversas entre consumidores e empresas.

Segundo levantamento exclusivo da CNN Brasil, 60% dos cidadãos desaprovam as tarifas aplicadas pelo presidente Trump.
Outra pesquisa, da agência SSRS, revela que 59% acreditam que as tarifas pioraram a economia nos primeiros 100 dias do mandato, e 69% temem uma recessão. Complementando, um estudo da Reuters/Ipsos aponta que 73% preveem que os preços subirão nas próximas seis meses, e 57% rejeitam a política comercial.

Impacto direto nas compras de Natal

  1. O varejo dos EUA começa a planejar as compras natalinas já em janeiro e fecha grandes pedidos até junho. A instabilidade das tarifas dificultou esse calendário, resultando em pedidos menores e em menor variedade.
  2. Consumidores devem esperar produtos mais caros e menos opções, especialmente em eletrônicos, brinquedos e itens importados — já incluídos nos cálculos dos varejistas.

As tarifas estadunidenses também afetam exportações brasileiras. Comércio exterior, alimentos, metais e outros segmentos enfrentam queda na demanda e na competitividade.. Além disso, o Brasil entrou na lista de países impactados pelas decisões tarifárias americanas, muitas vezes classificadas como “recíprocas”.

Consequências macroeconômicas

  • Para fortalecer indústrias domésticas, Trump elevou tarifas iniciais de 10% a até 25% sobre aço, alumínio e automóveis, após eliminar isenções.
  • Uma pesquisa da Fed de Atlanta sugere que cerca de metade dos custos tarifários é repassada ao consumidor.
  • Analistas do Goldman Sachs estimam que grande parte desses custos será sustentada pelos consumidores americanos.
  • A economia americana encolheu até 0,2% no 1º trimestre, em parte devido à guerra comercial.
  • Já mercados globais enfrentam volatilidade: bolsas caíram em abril após anúncio de tarifas mais extensas.

A estratégia tarifária de Trump gerou descontentamento popular — 60–73% dos americanos veem efeitos negativos — e já pressiona o consumidor comum, com produtos de Natal mais caros e escassez de variedades. O varejo, o comércio exterior brasileiro e o cenário econômico global sofrem impactos, enquanto investidores enfrentam incertezas. O panorama é desfavorável, com consumidores no centro dos custos que os tribunais, o Congresso e negociadores comerciais ainda debatem.