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O polêmico “Comedian”: Banana comestível avaliada em US$ 6,2 milhões é comida novamente no Pompidou Metz

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Criação do artista italiano Maurizio Cattelan, a banana colada à parede por fita adesiva foi consumida por um visitante no Centro Pompidou Metz, gerando reflexões sobre a efemeridade e o valor da arte contemporânea.

Em 12 de julho de 2025, durante a exposição Dimanche sans fin no Centro Pompidou Metz (França), um visitante mordeu a banana exposta na obra Comedian, do artista Maurizio Cattelan, recentemente avaliada em US$ 6,2 milhões (aproximadamente €857 mil).

Criada em 2019 e apresentada pela primeira vez na Art Basel Miami, a banana fixada à parede com fita adesiva rapidamente se tornou um ícone do debate sobre o valor simbólico e mercadológico da arte. O museu agiu de forma rápida e tranquila: o pedaço consumido foi substituído em poucos minutos, já que, conforme as instruções do artista, o elemento é perecível e pode ser trocado regularmente.

Para Cattelan, o incidente reforça a crítica central da obra: quem consumiu a banana confundiu o alimento com o objeto artístico — e deixou fita e casca intactas. “Em vez de comer a banana com casca e fita adesiva, o visitante simplesmente consumiu a fruta”. O artista já sofreu outras “intervenções”: em 2019 o artista David Datuna mordeu a banana na Art Basel; em 2024, Justin Sun, milionário chinês, adquiriu a obra e também comeu a banana para um público de jornalistas.

Apesar dos incidentes, Comedian continua a ser exposta internacionalmente, estimulando temas como a efemeridade, o valor especulativo do mercado de arte e o espetáculo midiático que frequentemente envolve obras conceituais. Cattelan, conhecido por desafiar convenções — como fez com sua escultura “America”, um vaso sanitário de ouro maciço — se apropria do humor e da provocação para questionar o que realmente atribuímos valor na arte