Durante crises diplomáticas e econômicas, governo Trump estuda limitar entrada de brasileiros nas 11 sedes nos EUA como pressão política ao Brasil
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, está avaliando a imposição de restrições à concessão de vistos a brasileiros durante a Copa do Mundo de 2026, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho no Estados Unidos, México e Canadá, com 11 cidades-sede apenas no território americano.
De acordo com reportagens da CNN Brasil e sites como Alô Alô Bahia, a medida estaria inserida no contexto de crescente tensão diplomática e econômica entre os dois países, incluindo o recente “tarifaço” sobre exportações brasileiras. A hipótese de restrição ao visto teria sido cogitada como uma forma de pressionar o governo brasileiro, causando impacto direto na opinião pública e nas relações bilaterais.
Senadores brasileiros em missão oficial nos EUA já teriam recebido vistos com limitações, incluindo prazos de permanência reduzidos, segundo relatos.
Por outro lado, a Embaixada dos EUA no Brasil divulgou orientações para brasileiros que desejam viajar para acompanhar os jogos, recomendando que iniciem o processo de solicitação de visto o quanto antes, devido à alta demanda e aos longos prazos de agendamento — que em anos anteriores ultrapassaram 400 dias em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
A medida teria caráter simbólico e político, já que brasileiros que já têm visto vigente seguirão aptos a viajar. No entanto, futuros pedidos poderiam ser negados com base em decisão discricionária do Secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Apesar desse cenário, o departamento americano indicou que atletas, membros de delegações esportivas e credenciados da FIFA ou da CBF devem estar isentos de tais restrições, garantindo sua entrada mesmo sob a nova política de visto.
Especialistas têm alertado que uma possível negação de vistos a torcedores brasileiros pode provocar tensões diplomáticas amplas, considerando o papel da Seleção Brasileira como principal atração do evento. A CBF e a FIFA ainda não se manifestaram publicamente sobre força da medida, mas acompanham com atenção os desdobramentos.
No âmbito jurídico, analistas afirmam que restrições de vistos entram no campo da soberania americana e não podem ser contestadas por autoridades brasileiras.
A Embaixada reforça que solicitantes de vistos para os EUA devem iniciar o processo imediatamente. Recomenda-se uso da categoria B1/B2 para turismo e participação em eventos esportivos, e atenção à documentação que demonstre vínculos sólidos com o Brasil.
A recomendação inclui ainda organização de documentos, cópias de reservas e passaporte, além de seguro viagem, uma vez que os prazos podem ser longos e os requisitos rigorosos.
Caso confirmada a restrição, a medida pode aprofundar o clima de retaliação diplomática já iniciado com o aumento tarifário sobre exportações brasileiras. Embora direcionada à população civil, a estratégia possui forte intenção simbólica.
Ainda assim, especialistas ponderam que torcedores brasileiros podem recorrer ao turismo no México ou Canadá, especialmente se já possuírem visto americano válido — exigência que facilita entrada nesses países.
O cenário segue em evolução. Até o momento, não há confirmação oficial do governo americano sobre a restrição. A Revista Nova Imagem acompanha e atualizará a matéria conforme surgirem novos posicionamentos.