Nadador baiano de 22 anos nadou para 47s35, disputou até os metros finais e confirma ótima fase após liderar ranking mundial em abril
O soteropolitano Guilherme Caribé, de apenas 22 anos, alcançou a quarta colocação na final dos 100 metros livre do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos 2025, realizado em Singapura. Com a marca de 47s35, ficou a apenas 0,18 segundos do bronze, conquistado por Kyle Chalmers (47s17), e registrou o segundo melhor tempo da sua carreira, atrás apenas dos 47s10 realizados em abril durante o Troféu Maria Lenk.
O ouro ficou com o romeno David Popovici, que cravou impressionantes 46s51, seguido pelo americano Jack Alexy com 46s92. Na manhã decisiva de quinta‑feira, Caribé largou com força, chegou a liderar nos primeiros metros e virou em segundo lugar aos 50 m, porém cedeu nas braçadas finais e viu os adversários ultrapassarem.
A trajetória do brasileiro até a final incluiu um começo modesto: 48s27 nas eliminatórias, classificando-se como 15º; melhorando na semifinal para 47s84, garantindo a última vaga entre os oito finalistas.
Além desta prova, Caribé disputou outras duas: nos 50 m borboleta, terminou em 8º lugar com sua melhor marca pessoal (22s91), também conquistando vaga na final individual em Mundial pela primeira vez. Ainda nesta quinta-feira, ele disputa os 50 m livre, onde ocupa atualmente a 6ª posição no ranking mundial.
Vale destacar que em abril de 2025, no Troféu Maria Lenk, Caribé registrou o incrível tempo de 47s10 nos 100 m livre, que o colocou como líder do ranking mundial na temporada e entre os dez nadadores mais rápidos da história da prova. Ainda neste evento, fez 21s46 nos 50 m livre (2º melhor do mundo em 2025) e 22s95 nos 50 m borboleta (4º melhor da temporada). Esses resultados indicam uma fase excepcional e o posicionam como uma das grandes promessas nacionais rumo às Olimpíadas e futuras competições internacionais.
Guilherme Caribé consolida-se como destaque brasileiro na velocidade da natação. Sua disputa acirrada no Mundial de Singapura demonstra evolução constante, confiança em provas individuais e capacidade de pressão nas principais competições. Com os 50 m livre ainda por nadar, o baiano segue em busca de seu primeiro pódio em Mundial de piscina longa — uma conquista que parece cada vez mais próxima.