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EUA preparam sanção da Lei Magnitsky contra esposa de Alexandre de Moraes

Antonio Cruz/Agência Brasil
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Após aplicar sanções ao ministro do STF, governo americano reúne documentos para estender a penalidade à sua esposa — decisão final dependerá de Trump.

O governo dos Estados Unidos já aplicou a Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, acusando-o de promover uma “caça às bruxas”, exercer censura e violar direitos humanos. A sanção, anunciada em 30 de julho de 2025, congelou eventuais bens nos EUA e suspendeu seu visto. Embora ele não tenha ativos no país, essa medida pode dificultar seu acesso a serviços bancários internacionais via instituições americanas como Visa e Mastercard.

Agora, o governo americano está reunindo documentos e informações sobre Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, para preparar a aplicação da mesma sanção. A decisão final caberá ao presidente Donald Trump.

Viviane é advogada, formada pela UNIP, e comanda um escritório em São Paulo que atua, entre outros, em favor do Banco Master. Dois de seus filhos também são sócios no escritório.

Esse movimento é parte de uma escalada de pressões: ainda em julho, o secretário Marco Rubio anunciou a revogação de vistos de Moraes e de seus familiares próximos, acusando o magistrado de abusar do poder de suas decisões judiciais, especialmente no caso da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

Tais medidas ampliaram a tensão entre Brasil e Estados Unidos, levando o Ministério das Relações Exteriores brasileiro a convocar o encarregado de negócios americano, Gabriel Escobar, em reação a publicações consideradas como ameaça à independência do Judiciário.

Apesar da pressão externa, o ministro Alexandre de Moraes garantiu que seguirá conduzindo o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe, afirmando que o Poder Judiciário não se intimidará com sanções estrangeiras