Entre dores e cinco cirurgias, a ginasta mais premiada do país decide abandonar a prova de solo, mas mantém o foco nos demais aparelhos para prolongar sua trajetória olímpica.
Rebeca Andrade, a maior medalhista olímpica da história do Brasil, revelou nesta terça-feira, 12 de agosto de 2025, durante sua participação no Rio Innovation Week, que não vai mais disputar a prova de solo na ginástica artística. Essa não foi uma decisão leviana, mas um ato de cuidado com sua saúde — especialmente com os joelhos, submetidos a cinco cirurgias entre 2015 e 2019.
“Faço ginástica há 21 anos, e o solo é o aparelho que causa mais impacto. Tenho histórico de cinco cirurgias nos joelhos, uma em cada pé. Respeitar os limites do corpo é fundamental. Sei que o público ama quando eu faço solo, mas ainda posso mostrar muito nos outros aparelhos”, compartilhou a atleta com segurança e sensibilidade.
Rebeca explicou que essa escolha não significa aposentadoria. Pelo contrário: diminuir a pressão física permitirá que ela continue treinando por mais tempo, com foco nas próximas competições, sobretudo os Mundiais de 2026 e 2027, e a sonhada Olimpíada de Los Angeles 2028.
Ela ainda fez questão de lembrar o momento marcante no pódio do solo em Paris 2024, quando subiu ao topo ao lado das americanas Simone Biles e Jordan Chiles, que lhe prestaram uma reverência espontânea — uma cena carregada de representatividade e emoção. Também falou do acolhimento de Biles, que desde 2018 a encorajava: “Você tem muito potencial”, lembrou a brasileira.