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MEC endurece avaliação de cursos de Medicina: novos exames podem suspender faculdades mal avaliadas a partir de 2026

crédito: jcomp/Freepik
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Com a implantação do Enamed a partir de outubro, cursos com desempenho insatisfatório poderão perder vagas, acesso ao Fies e Prouni — e até ser fechados — em uma ação que reforça a qualidade da formação médica no Brasil.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou uma mudança importante para os cursos de Medicina. A partir do dia 19 de outubro, será aplicado o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que passa a ser obrigatório para os estudantes do 4º e 6º ano — como parte da tentativa de melhorar a qualidade dos cursos no país.

O Enamed reúne questões do Enade e do exame de residência (Enare), totalizando 100 perguntas de múltipla escolha, cobrindo todas as áreas do currículo médico. A prova será realizada todos os anos a partir de 2026, permitindo um acompanhamento constante da formação médica.

O que acontecerá com os cursos que tiverem desempenho baixo? Aqueles que tirarem nota 2 na escala de 1 a 5 serão impedidos de aumentar o número de vagas e perderão acesso ao Fies e ao Prouni. Os cursos com nota 1 terão de reduzir as vagas já no primeiro semestre de 2026 — e podem até ter o vestibular suspenso. Se, após isso, a melhoria não ocorrer, o MEC pode fechar o curso.

Além das penalidades, o MEC fará visitas presenciais sem aviso prévio em todas as faculdades de Medicina a partir de 2026. O foco será sobre a infraestrutura, os laboratórios, a integração com o sistema de saúde local e as atividades práticas dos estudantes.

A justificativa desses ajustes tem origem na expansão acelerada do ensino médico no Brasil — nos últimos 10 anos, o número de vagas privadas cresceu de forma desordenada, muitas vezes por decisão judicial, sem garantir qualidade pedagógica. O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o objetivo não é ser severo, mas sim criterioso na formação desses profissionais, enquanto o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou que é preciso conter a proliferação de cursos que não entregam formação adequada.

Com isso, o Brasil enfrenta um momento de reestruturação da formação médica — valorizando qualidade, rigor e a segurança dos futuros médicos que cuidarão da população.