Entre 2012 e 2024, o número de mulheres na Bahia aumentou mais do que o dobro do crescimento entre homens — e elas também assumem mais lares como chefes de família.
A Bahia está se tornando um estado cada vez mais feminino — tanto em número quanto em presença ativa nas casas. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE revelados em agosto de 2025 mostram que, em 2024, as mulheres representavam 52,0% da população baiana, soma que corresponde a cerca de 7,715 milhões de pessoas. Já o número de homens permaneceu estável, em torno de 7,115 milhões.
Embora o crescimento total da população tenha sido discreto, ele só aconteceu por causa das mulheres. Entre 2023 e 2024, o número de mulheres cresceu 0,3% — representando mais de 22 mil pessoas — enquanto os homens praticamente não registraram aumento.
Se formos mais longe, até 2012, notamos ainda mais esse contraste. No período de 12 anos, a população feminina baiana cresceu 5,4%, o que equivale a 393 mil mulheres a mais. Já os homens cresceram apenas 2,3%, ou 163 mil pessoas. Ou seja: o aumento entre mulheres foi mais que o dobro do dos homens nesse período.
No ranking nacional, a Bahia é o 5º estado com maior percentual de mulheres, atrás de Rio de Janeiro, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Em 2023, o estado ocupava a 7ª posição, enquanto em 2012 estava em 8ª.
Além disso, as mulheres também assumiram um papel mais forte como chefes de família. Em 2024, 53,7% dos domicílios baianos tinham uma mulher como responsável — pouco menos de 3 milhões de lares. Esse número supera a média nacional (51,9%) e posiciona o estado como o 9º com mais chefia feminina na casa. Em um ano, cerca de 91 mil lares passaram a ter mulher como chefe.
E há mais: entre 2012 e 2024, o número de mulheres chefes de domicílio cresceu 73,4%, passando de 1,706 milhão para quase 2,959 milhões. Nesse mesmo prazo, o número de mulheres que figurava apenas como cônjuge diminuiu 24,2%, e aquelas identificadas como filhas ou enteadas caíram 11,8%.
Além do protagonismo feminino, a Bahia também mudou seu perfil em outros aspectos, como o envelhecimento da população, o aumento da população preta e outras mudanças demográficas — mas este corpo de texto enfatiza o avanço e a força da presença das mulheres no estado.
Esses dados mostram que as mulheres baianas ganham mais visibilidade, não apenas em número, mas como protagonistas dos lares, refletindo transformações sociais e familiares importantes no estado.