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Fim de ciclo: William Bonner se despede do Jornal Nacional para abrir espaço à nova geração

Foto: Reprodução, TV Globo / Purepeople
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Após 29 anos como principal âncora e 26 anos como editor-chefe, William Bonner anunciou sua saída da bancada do Jornal Nacional, que será assumida por Renata Vasconcellos e César Tralli, em nova fase planejada desde a pandemia.

Na edição de 1º de setembro de 2025, quando o Jornal Nacional completou 56 anos, William Bonner usou os minutos finais do telejornal para explicar ao público sua decisão de deixar a bancada no dia 3 de novembro deste ano. Sua escolha não foi impulsiva: o desejo de mudar de ritmo começou na pandemia, quando percebeu que sua rotina intensa dedicava todo seu tempo às obrigações, sem deixar espaço para projetos pessoais e momentos com a família.

Bonner lembrou que foram quase três décadas no comando do principal noticiário do país (29 anos como apresentador e 26 anos como editor-chefe). Ele disse que um ciclo de tanto tempo exige planejamento cuidadoso, sucessores preparados e transições suaves.

A partir de novembro, César Tralli passará a dividir a bancada com Renata Vasconcellos. Tralli declarou que se sente “honrado e ao mesmo tempo desafiado”, destacando sua longa trajetória na Globo — quase 33 anos, incluindo anos como correspondente internacional em Londres, trabalho investigativo e coberturas esportivas importantes; nunca imaginou suceder Bonner, mas recebeu a missão com serenidade e comprometimento.

Em paralelo, a editora-chefe adjunta Cristiana Sousa Cruz, parceira de Bonner há seis anos, assumirá oficialmente a chefia da redação do JN, garantindo continuidade na linha editorial.

No início de 2026, Bonner retomará uma nova fase: será apresentador do Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg, um sonho antigo dele, programa no qual nunca havia atuado em seus 39 anos de carreira na Globo.

Outras mudanças na grade jornalística da emissora incluem: Roberto Kovalick assume o Jornal Hoje; Tiago Scheuer, o Hora Um matinal; tudo parte de uma reorganização planejada há cinco anos entre Bonner e a direção do Jornalismo.

Segundo psicóloga consultada pela revista Caras, a saída de Bonner representa escolhas conscientes ao longo do tempo — é sobre ressignificar o trabalho e alinhar vida pessoal e profissional, sem encerrar a carreira, mas escolher outro ritmo com significado.

Bonner também compartilhou uma publicação nas redes sociais relembrando sua trajetória de mais de 10 mil dias no comando do JN, agradecendo aos colegas e ao público. Ele encerrou a edição com seu tradicional “Muito obrigado e até amanhã”, mantendo a tradição mesmo em sua despedida anunciada.