Criminosos se passam por advogados para extorquir famílias; OAB lança cartilha com orientações para ajudar a população a se proteger.
O chamado “golpe do falso advogado” tem se espalhado pela Bahia e preocupa autoridades e famílias em todo o estado. Segundo dados divulgados pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), já foram registrados mais de 12 mil casos dessa prática criminosa desde 2021.
Como funciona o golpe
Os criminosos geralmente ligam para famílias afirmando que um parente — muitas vezes um filho ou filha — está preso após um acidente de trânsito ou envolvido em algum crime. Na ligação, fingem ser advogados contratados para resolver o problema rapidamente. Em seguida, pedem depósitos ou transferências bancárias para supostos custos de fiança, honorários ou despesas jurídicas.
A situação causa pânico nos familiares, que acabam cedendo ao pedido por acreditarem que realmente estão ajudando um ente querido em um momento de urgência.
Principais alvos
Segundo a OAB, os criminosos costumam direcionar o golpe a pessoas mais velhas, que muitas vezes ficam vulneráveis pela emoção do momento e pela falta de familiaridade com esse tipo de fraude. O golpe também explora a rapidez da situação, evitando que a vítima tenha tempo de checar a veracidade da ligação.
OAB lança cartilha de prevenção
Diante do aumento expressivo dos casos, a OAB-BA lançou uma cartilha educativa para orientar a população sobre como identificar e reagir em situações suspeitas. O material explica, por exemplo, que:
- Nenhum advogado pede dinheiro por telefone de forma imediata.
- O ideal é desligar e tentar contato direto com o parente mencionado.
- Desconfie sempre de pedidos de transferência ou depósitos urgentes.
- Em caso de dúvida, procure a polícia e denuncie.
A iniciativa busca reduzir o número de vítimas e fortalecer a informação como arma contra o crime.
Impacto e recomendações
Embora já seja um golpe conhecido em outros estados, a Bahia tem registrado números alarmantes, chamando a atenção das autoridades locais. Especialistas reforçam que a prevenção passa pela conversa dentro das famílias: orientar pais, avós e pessoas mais vulneráveis sobre a existência do golpe pode evitar grandes prejuízos emocionais e financeiros.
A OAB também ressalta a importância de registrar boletim de ocorrência em todos os casos, para que os números reflitam a gravidade da situação e permitam mais ações de combate.