Exposição honrando tradição artística do hotel ocupa lobby, sala histórica e mezanino com obras de grandes mestres baianos
O histórico Hotel da Bahia by Wish, em Salvador, resgata sua vocação cultural com uma nova exposição de arte que celebra sua memória como um ícone da cidade. Inaugurada em 8 de setembro de 2025, a mostra ocupa três ambientes centrais: o lobby, a Sala Histórica e o mezanino do segundo andar.
No lobby, visitantes são recebidos por obras de artistas consagrados como Carybé, Carlos Bastos, Emanoel Araújo e Luide Araujo, que dialogam com peças do acervo permanente do hotel — incluindo obras de Genaro de Carvalho, Pierre Verger e exposições temporárias de Ed Ribeiro. Neste espaço, também se destaca o painel em concreto criado por Carybé em 1984, junto com mobiliário modernista e a escultura “Velha Bahia”, de Nádia Taquary.
No mezanino, a galeria exibe pela primeira vez a exposição “As Quatro Estações”, do artista Lenardo Salvatori, celebrando seus 50 anos de carreira. A mostra reúne esculturas, gravuras, pinturas e projetos de arquitetura e design. Durante a exibição, Salvatori estará presente em sessões de imersão guiadas para visitantes.
Essa ação integra uma série de iniciativas culturais promovidas pelo hotel — como o “Café com o Historiador”, “Noite de Jazz, Arte e Vinho” e eventos de piano e gastronomia — reafirmando seu papel como espaço de encontro entre turismo, arte e história baiana.
Um museu em funcionamento
Com acervo avaliado entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões, o Hotel da Bahia by Wish é reconhecido como um verdadeiro museu em funcionamento, abrigando mais de 350 obras distribuídas em suas áreas comuns e suítes. Entre os nomes presentes no acervo estão Genaro de Carvalho, Carybé, Di Cavalcanti, Pierre Verger, Calasans Neto, Florival Oliveira, Tati Moreno, entre outros.
Restaurado e renomeado em agosto de 2025 (retornando ao nome original “Hotel da Bahia by Wish”), o estabelecimento passou por um intenso retrofit que incluiu restauração do mural modernista de Genaro de Carvalho (painel de 138 m² no restaurante), modernização das 13 salas de eventos com capacidade para até 1.500 pessoas e reforma de apartamentos por andares.
Experiências e hospitalidade cultural
Os hóspedes também podem desfrutar de experiências exclusivas como o “Café com o Historiador”, tour guiado pelo acervo e história do hotel, seguido por chá da tarde com iguarias típicas. Além disso, a programação do hotel inclui música ao vivo com artistas regionais no lobby bar, spa, restaurante com pratos baianos e serviço pet-friendly.
O espaço já foi palco dos Salões Baianos de Belas Artes entre 1949 e 1951, reunindo nomes como Candido Portinari, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral, reforçando sua conexão com a história da arte local. O edifício foi tombado como Bem Cultural do Estado da Bahia em 2010, exemplar da arquitetura modernista brasileira, projeto dos arquitetos Diógenes Rebouças e Paulo Antunes Ribeiro.