google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Maratá investe R$ 129 milhões para reativar moinho de trigo em Ilhéus

Foto: Reprodução
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Novo empreendimento na Bahia aposta na verticalização produtiva, geração de empregos e abastecimento regional

O Grupo Maratá, uma das principais indústrias alimentícias do país, anunciou em 9 de setembro de 2025 um investimento de R$ 129 milhões para reativar o moinho de trigo localizado no Porto de Ilhéus, no sul da Bahia. A reativação da unidade — parada há quase duas décadas — inclui modernização de silos, atualizações de estruturas e equipamentos avançados, com previsão de início das operações em julho de 2026.

Produção, mercado interno e logística estratégica

Com capacidade instalada para processar cerca de 144 mil toneladas de trigo por ano, a unidade vai produzir farinha e derivados principalmente para atender ao consumo baiano — hoje o maior do Nordeste. Esse déficit justificou a escolha de Ilhéus como base produtiva, evidenciando o impacto social e econômico para a região.

A operação também atenderá o mercado de ração animal, aproveitando subprodutos do trigo industrializado, o que amplia o leque de benefícios agroindustriais na cadeia produtiva local.

Além da produção, o local foi definido estrategicamente por sua localização junto ao Porto do Malhado, o que garante facilidade no escoamento e acesso a outras regiões exportadoras ou consumidoras do Nordeste e Sudeste.

Impacto na economia e geração de empregos

O projeto deverá gerar cerca de 80 empregos diretos e 100 indiretos, com possibilidade de expansão à medida que uma segunda fase entre em operação, amplificando a produção e os efeitos socioeconômicos na região.

Esse investimento fortalece a verticalização da cadeia do trigo no estado, reduz dependência externa e impulsiona outras atividades complementares na agroindústria.

Histórico e contratos

O imóvel de cerca de 16.719 m² no complexo portuário foi concedido ao Grupo Maratá em contrato de 35 anos, permitindo uso e reestruturação para retomar as operações industriais do moinho. A Codeba (Autoridade Portuária da Bahia) foi responsável pelo licenciamento e preparativos para retomada das atividades.

Comparativo industrial e contexto nacional

Empresas como M. Dias Branco e Emege Alimentos já possuem moinhos de trigo com grande capacidade, inclusive integrados a fábricas de massas, farinhas e biscoitos. Com isso, o investimento da Maratá posiciona o sul da Bahia como polo emergente em moagem e transformação de grãos — um passo importante para maior autonomia produtiva e fortalecimento das cadeias locais.

Conclusão: Bahia ganha força agroindustrial

O anúncio do moinho de trigo em Ilhéus representa uma retomada importante de infraestrutura agroindustrial na Bahia, com previsões concretas de geração de empregos, fortalecimento da produção local e expansão logística vantajosa.

Ao impulsionar a verticalização e aproveitar a localização portuária, o Grupo Maratá reforça seu compromisso com o desenvolvimento regional sustentável, abrindo espaço para novos investimentos similares nos setores de alimentos e agronegócio.