Analistas e investidores apontam que as novidades ficaram abaixo do esperado e reacenderam dúvidas sobre a estratégia de inteligência artificial da companhia.
Em meados de setembro de 2025, a Apple apresentou sua nova linha de smartphones, incluindo o iPhone 17, o iPhone 17 Pro e o ultrafino iPhone Air. Apesar das expectativas, o anúncio não gerou o entusiasmo esperado em Wall Street, resultando em uma queda abrupta nas ações da empresa.
Queda no valor de mercado
Entre 9 e 11 de setembro, a Apple perdeu cerca de US$ 112 bilhões (aproximadamente €140 bilhões) do seu valor de mercado — um baque histórico para a companhia.
No dia 9, as ações caíram 1,5%; no dia seguinte, desvalorização adicional de mais de 3%, com o encerramento em torno de US$ 226,79 por ação.
O que decepcionou investidores?
- Atualizações incrementais: melhorias estéticas e pequenas mudanças técnicas — como chip A19 e estrutura de titânio no iPhone Air — mas sem salto tecnológico significativo.
- Fato já conhecido: muitos recursos foram vazados antes do evento, reduzindo o fator surpresa e provocando o chamado efeito “sell-the-news”.
- Pressão sobre as margens: a Apple assumiu mais de US$ 1 bilhão em tarifas (tariffs) sem elevar os preços dos iPhones, levantando preocupações sobre os lucros futuros.
- Falta de inovação em IA: os esperados recursos de Apple Intelligence continuam tímidos, deixando a empresa atrás de rivais como Google e Samsung.
Reações dos analistas
Firmas como D.A. Davidson e Phillip Securities rebaixaram a recomendação das ações para Neutral ou Reduce, citando falta de novidades robustas que estimulem um novo ciclo de troca dos dispositivos.
Há um consenso: sem grandes avanços em inteligência artificial ou produtos realmente disruptivos, o crescimento de curto prazo será limitado.
Panorama geral e contexto
A Apple é a ação com pior desempenho entre as gigantes de tecnologia em 2025: queda de cerca de 5% até agora, enquanto Microsoft, Nvidia, Meta e Alphabet registram ganhos entre 20% e 33% no período. A estratégia de adiar uma reformulação significativa de IA — com destaque para a Siri — deve continuar até 2026, segundo analistas.
Apesar disso, os pedidos antecipados do iPhone 17 na China foram os mais altos desde o iPhone 11, mostrando que a demanda ainda existe, embora não seja suficiente para acalmar completamente os investidores.