Agência proíbe fabricação, distribuição, propaganda e uso de vários suplementos produzidos clandestinamente ou com rótulos falsificados, reforçando alerta para riscos à saúde
Na sexta-feira, 19 de setembro de 2025, a Anvisa definiu a suspensão imediata da produção, comercialização, distribuição, divulgação e uso de diversos suplementos alimentares. A ação atingiu produtos como Cúrcuma Cápsulas 500 mg, Chá Verde (extrato seco de Camellia sinensis) e Centella Asiática, todos fabricados pela Verde Flora Produtos Naturais Ltda., sem registro ou cadastro na agência.
A operação contou com apoio da Vigilância Sanitária de Itapemirim (ES) e da Polícia Civil, resultando na interdição de um galpão clandestino usado para produção irregular dos suplementos.
Irregularidades em produtos de origem duvidosa
Além da Verde Flora, a Anvisa também interditou diversos produtos de empresas desconhecidas, como:
- Creatine Powder 100% Pure (1 kg) – Muscle Supp Suplementos
- Whey Gourmet (900 g)
- Nitro Way 3W (1,8 kg)
Esses itens tinham embalagens com logotipos e dados de fabricantes que não constavam como responsáveis, caracterizando falsificação ou produção clandestina.
Outros suplementos afetados foram:
- Feno Grego Prevent, da Suplemais Nutricionais Ltda. – não atende requisitos de identidade, pureza e composição
- DHT Blocker Fotisolution 5X (spray e líquido sublingual), da Capsul Brasil – contém ingredientes não avaliados e potencialmente perigosos.
Todos os lotes desses produtos devem ser recolhidos ou inutilizados conforme determina a legislação sanitária em vigor.
Dados e contexto do setor
- Entre 2020 e 2025, 63% das investigações da Anvisa envolveram suplementos alimentares.
- Somente no último ano, foram removidos mais de 230 mil anúncios irregulares na internet, incluindo cerca de 60 mil ligados a suplementos.
- A agência passa a adotar inteligência artificial para monitorar plataformas digitais e impedir a circulação de produtos clandestinos e falsificados.
Por que isso é importante?
Consumir suplementos sem registro ou avaliação sanitária representa risco real à saúde: ausência de controle de qualidade, possíveis contaminações e composição desconhecida. A decisão da Anvisa reforça a necessidade de consumidores preferirem produtos confiáveis, com numeração de registro válida junto ao órgão regulador.