google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Câmara de Salvador reconhece quadrilhas juninas como cultura popular

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Projeto de lei garante inclusão dos grupos no Programa Viva Cultura e fortalece tradição nordestina

As quadrilhas juninas, que encantam gerações durante os festejos de São João, ganharam um importante reconhecimento em Salvador. A Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei nº 103/2024, de autoria do vereador Téo Senna (PSDB), que reconhece oficialmente as quadrilhas juninas da capital como manifestação de cultura popular.

Com a aprovação, essas expressões culturais passam a ter acesso ao Programa Viva Cultura, da Prefeitura de Salvador, mantido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM). O programa concede incentivos fiscais e apoio a projetos culturais, garantindo mais visibilidade e fomento para os grupos que preservam essa tradição.

Segundo Téo Senna, a medida é uma resposta às reivindicações antigas das quadrilhas. “Há uma necessidade do seu reconhecimento como cultura popular, para que possam inserir seus pleitos no Programa Viva Cultura. Assim, não deixaremos morrer essa representação tão importante em nossa cidade, em nosso estado e em todo o Nordeste”, afirmou o vereador.

As quadrilhas juninas são um dos maiores símbolos da cultura nordestina, misturando música, dança, teatro e figurinos coloridos que retratam a vida no campo e celebram a colheita. Mais do que diversão, elas representam resistência cultural e identidade de um povo.

Para participar do programa, os grupos precisam estar devidamente registrados na Federação Baiana das Quadrilhas Juninas (Febaq). A expectativa é que, com esse reconhecimento, as quadrilhas tenham melhores condições para se organizar, produzir espetáculos mais estruturados e ampliar sua presença em eventos culturais oficiais da cidade.

O reconhecimento em Salvador se soma a outros esforços pelo país que visam preservar e valorizar as manifestações do ciclo junino, considerado um dos patrimônios imateriais mais ricos do Brasil.