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BC inicia bloqueio automático de chaves Pix usadas em golpes

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Estadão
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BC inicia bloqueio automático de chaves Pix usadas em golpes

Nova ferramenta mira aumentar segurança, evitar fraudes e facilitar devoluções de valores

O Banco Central (BC) anunciou que, a partir de sábado, 4 de outubro de 2025, chaves Pix identificadas como envolvidas em golpes ou fraudes serão bloqueadas automaticamente. A medida pretende reforçar a proteção aos usuários e dificultar movimentações ilícitas no sistema de pagamentos instantâneos.

Como vai funcionar o bloqueio

As instituições financeiras e de pagamento terão a responsabilidade de marcar CPF, CNPJ ou chaves Pix associados a casos comprovados ou suspeitos de fraude. Quando alguém tentar transferir para essas chaves marcadas, o sistema do BC vai retornar erro e impedir a transação.

Esse mecanismo será ativado mediante relatórios e sinais provenientes dos próprios bancos, que monitoram padrões de uso suspeito e beneficiários de golpes. As instituições têm prazo até 13 de outubro para adequar seus sistemas às novas regras.

Botão de contestação: devolução mais ágil

Outra novidade é o “botão de contestação”, recurso que permite ao usuário pedir a devolução de valores transferidos indevidamente de forma totalmente digital, por meio do aplicativo do banco. Esse meio automatizado visa agilizar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) já existente.

Importante: o botão não vale para casos de erro ou arrependimento, mas apenas para situações de fraude ou golpes.

Contexto, dificuldades e impactos esperados

Nos últimos meses, o Pix tem sido alvo frequente de golpes variados — clonagem de número de celular, phishing, falsa oferta com QR Code adulterado, entre outros. Com essa nova diretriz, o BC espera frear o fluxo de recursos para contas usadas apenas para recebimento de golpes.

Antes dessa medida, os bancos já eram obrigados a negar transferências para contas suspeitas de fraude. Agora, com o bloqueio automático, o processo será mais eficaz.

Também se espera que essa ação iniba organizações criminosas que movimentam grandes volumes de dinheiro entre contas “laranjas” — contas de fachada usadas para lavar o dinheiro obtido em golpes.

Há desafios: definir critérios confiáveis para identificar chaves fraudulentas, evitar bloqueios injustos e garantir que usuários prejudicados possam reaver valores legítimos. A integração entre bancos, sistemas de análise e o BC será essencial para que a medida funcione bem.

Outro ponto: essa iniciativa complementa outras já adotadas recentemente, como o limite de R$ 15 mil para transferências via Pix e TED para instituições de pagamento (não bancárias), magnitude que visa dificultar grande movimentação de recursos suspeitos.

Adicionalmente, o BC prepara também uma regulação para o Pix parcelado, que permitirá compras via Pix divididas em parcelas, e que deverá ser formalizada até o fim de outubro.

O que muda para você

  • Transferir para uma chave marcada como fraudulenta será impossível: o sistema vai exibir erro.
  • Se seu CPF ou chave for bloqueado por engano, deverá haver canais de contestação e revisão.
  • Para golpes, haverá devolução mais rápida via botão digital, desde que dentro do escopo aplicável.
  • Os bancos precisarão atualizar sistemas, treinar atendimento e ajustar processos internos até 13 de outubro.
  • Essa medida serve como barreira adicional — mas usuários ainda precisam manter vigilância: não compartilhar dados sensíveis, confirmar identidades, usar aplicativos oficiais e desconfiar de ofertas suspeitas.

Nova ferramenta mira aumentar segurança, evitar fraudes e facilitar devoluções de valores

O Banco Central (BC) anunciou que, a partir de sábado, 4 de outubro de 2025, chaves Pix identificadas como envolvidas em golpes ou fraudes serão bloqueadas automaticamente. A medida pretende reforçar a proteção aos usuários e dificultar movimentações ilícitas no sistema de pagamentos instantâneos.

Como vai funcionar o bloqueio

As instituições financeiras e de pagamento terão a responsabilidade de marcar CPF, CNPJ ou chaves Pix associados a casos comprovados ou suspeitos de fraude. Quando alguém tentar transferir para essas chaves marcadas, o sistema do BC vai retornar erro e impedir a transação.

Esse mecanismo será ativado mediante relatórios e sinais provenientes dos próprios bancos, que monitoram padrões de uso suspeito e beneficiários de golpes. As instituições têm prazo até 13 de outubro para adequar seus sistemas às novas regras.

Botão de contestação: devolução mais ágil

Outra novidade é o “botão de contestação”, recurso que permite ao usuário pedir a devolução de valores transferidos indevidamente de forma totalmente digital, por meio do aplicativo do banco. Esse meio automatizado visa agilizar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) já existente.

Importante: o botão não vale para casos de erro ou arrependimento, mas apenas para situações de fraude ou golpes.

Contexto, dificuldades e impactos esperados

Nos últimos meses, o Pix tem sido alvo frequente de golpes variados — clonagem de número de celular, phishing, falsa oferta com QR Code adulterado, entre outros. Com essa nova diretriz, o BC espera frear o fluxo de recursos para contas usadas apenas para recebimento de golpes.

Antes dessa medida, os bancos já eram obrigados a negar transferências para contas suspeitas de fraude. Agora, com o bloqueio automático, o processo será mais eficaz.

Também se espera que essa ação iniba organizações criminosas que movimentam grandes volumes de dinheiro entre contas “laranjas” — contas de fachada usadas para lavar o dinheiro obtido em golpes.

Há desafios: definir critérios confiáveis para identificar chaves fraudulentas, evitar bloqueios injustos e garantir que usuários prejudicados possam reaver valores legítimos. A integração entre bancos, sistemas de análise e o BC será essencial para que a medida funcione bem.

Outro ponto: essa iniciativa complementa outras já adotadas recentemente, como o limite de R$ 15 mil para transferências via Pix e TED para instituições de pagamento (não bancárias), magnitude que visa dificultar grande movimentação de recursos suspeitos.

Adicionalmente, o BC prepara também uma regulação para o Pix parcelado, que permitirá compras via Pix divididas em parcelas, e que deverá ser formalizada até o fim de outubro.

O que muda para você

  • Transferir para uma chave marcada como fraudulenta será impossível: o sistema vai exibir erro.
  • Se seu CPF ou chave for bloqueado por engano, deverá haver canais de contestação e revisão.
  • Para golpes, haverá devolução mais rápida via botão digital, desde que dentro do escopo aplicável.
  • Os bancos precisarão atualizar sistemas, treinar atendimento e ajustar processos internos até 13 de outubro.
  • Essa medida serve como barreira adicional — mas usuários ainda precisam manter vigilância: não compartilhar dados sensíveis, confirmar identidades, usar aplicativos oficiais e desconfiar de ofertas suspeitas.