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Anvisa determina recolhimento e proibição de oito produtos capilares por falta de registro

Foto: Freepik / Reprodução
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Agência exige suspensão total de fabricação, distribuição, uso e propaganda de cosméticos irregulares para proteger a saúde dos consumidores

A Anvisa decidiu agir com firmeza: foram oito produtos para cabelo que não tinham registro sanitário regular junto ao órgão. A medida determina a apreensão e recolhimento de todos os lotes, além da proibição de comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso dessas fórmulas.

A fiscalização identificou que esses cosméticos não seguiam as normas de boas práticas nem tinham documentação válida para autorizar a sua venda no mercado brasileiro. Nesse cenário, a Anvisa proibiu inclusive um saneante — substância indicada como bactericida, fungicida e virucida — que não cumpria os padrões legais.

Quais produtos foram atingidos

Entre os cosméticos bloqueados estão diversos finalizadores e tratamentos, como:

  • Soul Care B.T.X. Organic Hidrate Lise
  • Máscaras de tratamento “Botox Plástica dos Fios”, em várias versões
  • Selagem Térmica Plástica dos Fios Arginina e Açaí
  • “Rubitox Orgânico Tecnologia ATH Creme de Realinhamento da Fibra”, fabricado por outra empresa, que também foi proibido de ser comercializado.

Ou seja: os produtos vão além dos simples manipuladores de finalização e envolvem tratamentos mais agressivos ao fio.

Contexto: por que medidas assim são necessárias

Essa ação é parte de uma onda mais ampla de fiscalização da Anvisa voltada ao setor cosmético. Por exemplo:

Em 2025, 78 cosméticos irregulares foram recolhidos, muitos destinados ao cabelo, pele e higiene bucal.

No caso específico de pomadas capilares, a Anvisa já cancelou registros de mais de 112 produtos por não atenderem aos critérios exigidos para comercialização segura.

Também são emitidos informes de segurança alertando para substâncias proibidas, como o formol, que pode causar irritações, danos ao sistema respiratório e alterações graves nos fios.

Recentemente, a Anvisa também fez a operação “Alisamento Seguro”, focada em fabricantes de alisantes que não obedeciam às normas técnicas. Muitas dessas empresas foram interditadas.

Quais os riscos à saúde?

Quando cosméticos não têm registro ou não seguem normas, diversos perigos aparecem:

  • Danos ao couro cabeludo
  • Irritações na pele
  • Problemas respiratórios (especialmente para quem inala vapores tóxicos)
  • Alterações irreversíveis na estrutura do fio
  • Reações oculares graves, em casos de contato com produtos mal formulados

O uso de formol como agente de alisamento já é proibido: ele só pode ser incluído em cosméticos como conservante, em concentrações muito baixas (até 0,2%). Qualquer uso beirando ou ultrapassando esse limite pode configurar infração grave e até crime, conforme a legislação brasileira.

O que fazer como consumidor

  • Verifique se o produto possui registro Anvisa ou autorização formal antes da compra
  • Evite produtos sem rótulo, com promessas exageradas ou vendidos apenas em sites pouco confiáveis
  • Ao usar cosméticos: faça teste de mecha, siga rigorosamente as instruções e interrompa o uso se houver ardência, coceira ou dificuldade para respirar
  • Profissionais de salão devem exigir produtos legalizados, usar equipamentos de proteção e recusar fórmulas irregulares impostas por clientes

A fiscalização da Anvisa mostra que a segurança está diretamente ligada ao uso consciente nesse segmento: comprar barato demais, sem verificar origem, pode sair caro — não só financeiramente, mas para a saúde.