Invenção desenvolvida por pesquisadora da UnB promete revolucionar o tratamento de feridas crônicas e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas
Uma pesquisadora brasileira está chamando atenção da comunidade científica internacional com uma inovação que pode mudar a vida de milhões de pessoas que convivem com o diabetes. Juliana Costa, doutoranda da Universidade de Brasília (UnB), desenvolveu um aparelho portátil que acelera o processo de cicatrização de feridas e ajuda a evitar amputações, uma das complicações mais graves da doença.
O dispositivo funciona por meio de uma estimulação elétrica controlada, aplicada diretamente sobre a ferida. Essa tecnologia estimula as células a se regenerarem mais rapidamente, reduzindo o tempo de cicatrização e melhorando a circulação sanguínea na região afetada. De acordo com a pesquisadora, o aparelho é simples de usar, indolor e pode ser aplicado tanto em hospitais quanto em casa, sob orientação médica.
Juliana explica que a ideia surgiu durante seus estudos sobre feridas crônicas em pacientes diabéticos, especialmente aquelas que se formam nos pés — conhecidas como “pé diabético”. Essas lesões, que muitas vezes demoram meses para cicatrizar, são responsáveis por grande parte das amputações em pessoas com diabetes no Brasil e no mundo.
Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 250 mil amputações ocorrem todos os anos no país, e grande parte delas está ligada ao diabetes. Além do impacto físico e emocional, o problema também representa um enorme desafio para o sistema público de saúde.
O equipamento criado pela pesquisadora tem um custo de produção baixo, o que o torna uma alternativa viável para uso em larga escala. Os testes iniciais mostraram resultados promissores: pacientes que utilizaram o aparelho apresentaram melhora significativa na cicatrização em poucas semanas, além de redução da dor e do inchaço.
Juliana, que contou com o apoio de uma equipe multidisciplinar da UnB, afirma que o objetivo agora é ampliar os estudos e buscar parcerias com instituições e empresas para a produção em maior escala. “Queremos que esse equipamento chegue a quem mais precisa, especialmente às pessoas que dependem do SUS e enfrentam dificuldades no tratamento das feridas crônicas”, destacou.
A inovação representa uma esperança concreta para pacientes diabéticos e um avanço importante para a ciência brasileira, mostrando que o país tem potencial para desenvolver soluções acessíveis e eficazes em saúde.