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Novo robô doméstico “NEO” promete acabar com o trabalho de lavar, dobrar e passar roupas em casa

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Criado pela empresa americana 1X Technologies, o robô humanoide chega em 2026 nos EUA e, se aprovado, pode revolucionar as residências — com preço estimado em US$ 20 000 ou assinatura mensal de US$ 499.

A rotina de separar, lavar, secar, dobrar e passar roupas é vista por muitos como uma tarefa demorada e repetitiva. Agora, a empresa americana 1X Technologies apresenta o “NEO”, um robô doméstico preparado para assumir esse tipo de trabalho — e outras tarefas básicas da casa. Segundo a fabricante, as entregas começam nos Estados Unidos em 2026, com expansão internacional prevista para 2027.

O que o NEO faz

Entre as funções atribuídas ao NEO estão: dobrar roupas, organizá-las, arrumar estantes, responder a comandos de voz, reconhecer objetos e lembrar de tarefas ou consultas agendadas.
Ele mede aproximadamente 1,50 m de altura, pesa cerca de 29,9 kg, e possui mãos com múltiplas articulações (22 articulações, segundo uma fonte) e motores silenciosos que lhe permitem levantar até 70 kg, ou carregar cerca de 25 kg, conforme divulgado.
A empresa afirma que seu sistema de inteligência artificial aprendeu a “aprender”: se o robô encontrar uma tarefa que não sabe fazer, pode receber instrução remota e depois armazenar esse aprendizado para executar sozinho da próxima vez.

Como será comercializado

O NEO pode ser adquirido de duas formas:

  • Compra direta por cerca de US$ 20 000 (aproximadamente R$ 100 a 110 mil, dependendo da cotação) para usuários que desejam entrega prioritária.
  • Assinatura mensal por US$ 499 (cerca de R$ 2,6 mil) com depósito inicial, para uso com entrega em etapa posterior.
    Neste primeiro momento, só os Estados Unidos estão no cronograma de entrega; outras regiões só em 2027.

O que isso representa para a vida doméstica

Esse tipo de tecnologia sinaliza uma mudança de paradigma na automação do lar. Até agora, robôs domésticos existiam na forma de aspiradores, limpadores de piso ou sistemas mais simples — mas um robô humanoide multifunção bate à porta de residências comuns.
Com isso, tarefas que exigem tempo e esforço podem ser delegadas, liberando as pessoas para outras atividades. Por outro lado, a adoção em massa dependerá de fatores como preço, confiabilidade, manutenção, privacidade e adaptação ao ambiente doméstico real — que é muito mais variado e imprevisível que ambientes controlados de laboratório.

Desafios e pontos de atenção

Apesar do entusiasmo, há várias questões que merecem atenção:

  • Preço elevado: US$ 20 000 é inacessível para a grande maioria dos lares no Brasil ou mesmo nos EUA.
  • Infraestrutura doméstica: Casas brasileiras muitas vezes têm variabilidade de espaço, tomadas, sensores, layout que podem dificultar a operação automática do robô.
  • Privacidade e segurança: Câmeras, microfones e sistemas conectados aumentam o risco de invasões ou uso indevido de dados, embora a empresa afirme que respeita áreas proibidas e não armazena informações pessoais desnecessárias.
  • Manutenção e adaptabilidade: Mesmo que o robô aprenda, há custo e tempo de atenção para que ele funcione bem no dia a dia.
  • Aceitação social e cultural: Algumas pessoas podem resistir a adotar “ajudantes robóticos” em casa, seja por custo, seja por receio ou mesmo por preferência por tarefas manuais.

Implicações para o mercado brasileiro

Embora o lançamento inicial seja nos EUA, o Brasil deve observar esse movimento de perto. Empresas que fabricam eletrodomésticos ou soluções domésticas inteligentes podem buscar parcerias ou versões adaptadas para o mercado latino-americano.
Além disso, a discussão sobre automação doméstica tende a crescer — o que vai além de “máquinas grandes” (como máquinas de lavar ou secadoras) para incluir robôs humanos-assistentes. Isso pode afetar o setor de serviços domésticos, explicar novos perfis de consumo e aumentar a demanda por conectividade, infraestrutura elétrica compatível e suporte técnico local.


Conclusão

O lançamento do NEO marca um passo significativo rumo à automação doméstica profunda — em que tarefas domésticas consideradas tediosas são delegadas a robôs inteligentes. Mas, embora a proposta seja sedutora, há um longo caminho até que esse tipo de tecnologia se torne acessível, confiável e integrada ao contexto brasileiro. Ainda assim, vale acompanhar: talvez daqui a alguns anos o “robô que passa roupa” não seja mais ficção.