De eclipses solares a chuvas de estrelas cadentes, o calendário astronômico deste ano promete espetáculos gratuitos e visíveis do quintal de casa; confira as datas.
Se você é daqueles que adora um momento de paz olhando para as estrelas, pode preparar a cadeira de praia e o café, porque 2026 será um ano generoso para os entusiastas da astronomia. O calendário astronômico deste ano está recheado de eventos que prometem tirar o fôlego, com destaque para as famosas chuvas de meteoros (as populares estrelas cadentes), eclipses e as imponentes superluas.
O mais legal é que a maioria desses fenômenos pode ser vista a olho nu, sem a necessidade de equipamentos caros, desde que o céu esteja limpo e você consiga fugir um pouco das luzes fortes das grandes cidades.
O espetáculo das estrelas cadentes
As chuvas de meteoros acontecem quando a Terra atravessa rastros de detritos deixados por cometas. Em 2026, teremos as nossas “queridinhas” de volta. As Líridas abrem a temporada principal em abril, mas o grande destaque fica para as Perseidas, em agosto, conhecidas por serem muito brilhantes e numerosas. Para quem está no Hemisfério Sul, as Gemínidas, em dezembro, costumam fechar o ano com chave de ouro, sendo uma das chuvas mais confiáveis para observação.
Eclipses: O Sol e a Lua em evidência
2026 também terá momentos de sombra e luz. Teremos dois eclipses solares e dois lunares. O grande destaque é o Eclipse Solar Total de 12 de agosto de 2026. Embora a “totalidade” (quando o dia vira noite) seja visível em locais como Groenlândia, Islândia e Espanha, partes da observação parcial poderão ser acompanhadas em outros pontos do globo. Já os eclipses lunares são sempre um show à parte, transformando a Lua em um tom avermelhado, a famosa “Lua de Sangue”.
Superluas e Planetas
Para quem gosta de fotografia, as Superluas de 2026 serão oportunidades únicas. Elas ocorrem quando a Lua cheia coincide com o ponto de maior proximidade com a Terra, parecendo muito maior e mais brilhante do que o normal. Além disso, teremos períodos excelentes para observar planetas como Marte e Júpiter, que estarão em “oposição”, brilhando intensamente no céu noturno.
Dicas para uma boa observação
Para aproveitar ao máximo, a dica de ouro é buscar lugares com baixa poluição luminosa. Aplicativos de astronomia para celular também ajudam muito a identificar para qual lado do céu olhar. E lembre-se: a paciência é a melhor amiga do astrônomo amador. Às vezes, os olhos precisam de cerca de 20 minutos no escuro para se acostumarem e começarem a captar os detalhes das estrelas cadentes.