O avanço da inteligência artificial exige cada vez mais centros de processamento, mas o alto consumo elétrico e a sobrecarga no sistema preocupam autoridades
O crescimento acelerado da tecnologia, especialmente com a febre da inteligência artificial, trouxe um desafio inesperado para vários estados nos Estados Unidos: a falta de energia. Recentemente, governos locais começaram a “pisar no freio” e a propor leis para limitar a construção de novos data centers — aqueles enormes prédios repletos de servidores que mantêm a internet e os serviços de nuvem funcionando.
A preocupação central é que essas estruturas são verdadeiras “devoradoras” de energia e água para resfriamento. Em estados como Virgínia e Geórgia, o consumo desses centros é tão alto que está ameaçando a estabilidade da rede elétrica comum, aquela que abastece as casas das pessoas. Além disso, existe o receio de que as metas de sustentabilidade e o uso de energias limpas sejam prejudicados, já que a demanda repentina pode forçar a volta do uso de combustíveis fósseis para suprir o sistema.
As autoridades argumentam que, embora esses centros tragam investimentos, eles geram poucos empregos permanentes após a construção e ocupam grandes áreas de terra, o que tem gerado resistência também nas comunidades locais. O debate agora gira em torno de como equilibrar o progresso tecnológico indispensável com a capacidade de infraestrutura das cidades, para que o avanço digital não acabe deixando a população literalmente no escuro.