O termo polêmico voltou aos holofotes recentemente e já baniu grandes astros do cinema e da música de países e premiações.
O universo das celebridades foi movimentado nos últimos dias após o humorista Fábio Porchat receber o título de “persona non grata” por uma comissão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A expressão, muito comum na diplomacia internacional, significa literalmente que alguém se tornou uma pessoa “indesejada” e que não é mais bem-vinda em determinado local ou instituição.
Apesar de parecer algo raro, Porchat está longe de ser o único a entrar para essa lista. Ao longo dos anos, diversos astros internacionais enfrentaram barreiras parecidas por conta de suas opiniões políticas, comportamentos ou trabalhos artísticos. Conheça alguns dos casos mais famosos do mundo:
Richard Gere
O astro do clássico Uma Linda Mulher é conhecido por ser um dos maiores críticos de Hollywood em relação ao governo da China. Por conta de seu firme ativismo político a favor do Tibete e do líder espiritual Dalai Lama, ele foi banido permanentemente do país asiático. Além disso, as polêmicas também o afetaram em solo americano: Richard Gere foi proibido de participar da cerimônia do Oscar por quase duas décadas após quebrar o protocolo em 1993 e fazer um discurso improvisado criticando a situação dos direitos humanos no Tibete.
Brad Pitt
Outro galã de Hollywood que encontrou portas fechadas na China foi Brad Pitt. O governo chinês desaprovou fortemente o filme Sete Anos no Tibete, lançado em 1997, que mostrava o regime opressor do país na região asiática. Como consequência, o ator foi declarado “persona non grata” pelas autoridades locais.
Miley Cyrus
No ano de 2014, a cantora pop foi proibida de entrar na República Dominicana enquanto realizava a sua turnê mundial Bangerz. Na ocasião, a comissão governamental do país caribenho que fiscaliza apresentações públicas barrou a artista alegando que ela realizava no palco atos que iam contra a moral e os bons costumes locais.
Mel Gibson
O renomado diretor e ator de Coração Valente acabou sendo banido da própria indústria cinematográfica de Hollywood em 2006. Após ser preso por dirigir sob o efeito de álcool, Gibson disparou insultos racistas contra um policial. O comportamento gerou revolta imediata na classe artística, e grandes agências de talentos se recusaram a representá-lo. O isolamento na indústria durou dez anos, e ele só deixou de ser considerado “persona non grata” em Hollywood em 2016.