Medida serve para arrecadar recursos para preservação ambiental e infraestrutura; primeiro dia do programa foi marcado por atos de vandalismo na Ilha Grande
O município de Angra dos Reis, um dos destinos turísticos mais procurados do litoral sul do Rio de Janeiro, começou a cobrar uma nova Taxa de Turismo Sustentável (TTS). A medida tem como principal objetivo financiar ações voltadas para a conservação ambiental, manutenção de áreas naturais e melhorias na infraestrutura da cidade, que vem enfrentando um crescimento contínuo no fluxo de visitantes nos últimos anos.
A cobrança será aplicada de forma gradual. Para facilitar a adaptação do público, os visitantes terão um desconto de 50% sobre o valor original. Em 2027, o abatimento será de 25%, e a tarifa só passará a ser cobrada de forma integral a partir do ano de 2028. Pelas regras estabelecidas para o início do programa, quem desembarcar nas ilhas para um passeio de até 24 horas pagará um valor mínimo de 5 Ufirs-RJ (o que equivale a R$ 24,80), além de uma taxa de serviço de 12%.
A taxa é voltada exclusivamente para os turistas. Estão completamente isentos do pagamento os moradores de Angra dos Reis, familiares de residentes até o segundo grau, prestadores de serviços que estejam devidamente cadastrados, além de crianças de até 12 anos e pessoas com mais de 60 anos. Para garantir a isenção, os moradores e trabalhadores locais precisam realizar um cadastro no sistema para emitir uma credencial oficial com foto.
Para facilitar o processo de arrecadação, a prefeitura disponibilizou uma plataforma online e instalou totens físicos de atendimento em pontos estratégicos da Ilha Grande e no continente.
No entanto, o início do programa foi marcado por problemas. Na madrugada do primeiro dia de cobrança, os totens instalados na Vila do Abraão, principal porta de entrada da Ilha Grande, foram alvos de um incêndio criminoso e acabaram destruídos. Em nota oficial, a Prefeitura de Angra dos Reis informou que as investigações policiais já começaram e repudiou o ato, ressaltando que a destruição de equipamentos públicos configura crime e prejudica a todos.