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Alerta de saúde: o perigo por trás da bactéria Pseudomonas aeruginosa

Foto: Shutterstock/Corona Borealis Studio.
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Entenda o que é o microrganismo que motivou o recolhimento de lotes de água mineral e produtos de limpeza no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu um sinal de alerta para os consumidores após proibir a comercialização e determinar o recolhimento de lotes de marcas famosas devido à contaminação por uma bactéria. O microrganismo em questão é a Pseudomonas aeruginosa, encontrada recentemente em um lote de água mineral da marca Crystal, produzida em Porto Alegre (RS), e em linhas de lava-louças e detergentes da marca Ypê.

A Pseudomonas aeruginosa é uma velha conhecida da comunidade médica e científica. Trata-se de uma bactéria com formato de bastão amplamente encontrada na natureza, marcando presença no solo, na água, em plantas e até em ambientes úmidos criados pelo homem, como pias, banheiras de hidromassagem e sistemas de refrigeração. No dia a dia, pessoas com o sistema imunológico saudável dificilmente ficam doentes ao entrar em contato com ela, pois as defesas naturais do corpo conseguem neutralizá-la.

O grande perigo, no entanto, mora no ambiente hospitalar e no contato com pessoas que estão com a saúde debilitada. A Pseudomonas aeruginosa é classificada como um patógeno oportunista, o que significa que ela se aproveita de momentos de fraqueza do organismo para atacar. Em pacientes internados, idosos, bebês prematuros ou pessoas que tratam doenças graves (como câncer e HIV), ela pode causar infecções urinárias, respiratórias (como pneumonia), infecções na pele, nos ouvidos e nos olhos. Em casos mais graves, se o microrganismo atingir a corrente sanguínea, pode provocar uma infecção generalizada.

Outro fator que preocupa os especialistas é a alta resistência dessa bactéria. Ela possui uma capacidade natural de se proteger contra vários tipos de antibióticos comuns e consegue formar “biofilmes” — uma espécie de camada protetora que a ajuda a aderir fortemente a superfícies plásticas, canos e até a equipamentos médicos. Por essa razão, as ações preventivas da Anvisa de retirar os produtos afetados do mercado são fundamentais para evitar surtos e garantir a segurança, especialmente da população mais vulnerável.