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Tensões no Oriente Médio: Donald Trump afirma que acordo de cessar-fogo provisório com o Irã chegou ao fim

foto: Filip Singer/Pool/AFP
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Declaração do presidente norte-americano ocorre após novas trocas de ataques e endurecimento de discursos entre Washington e Teerã

O cenário político e militar internacional voltou a entrar em estado de alerta. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o acordo provisório de cessar-fogo estabelecido com o Irã chegou ao fim. A decisão e o encerramento da trégua ocorrem logo após episódios recentes de trocas de ataques na região do Golfo, que abalaram as tentativas de diálogo diplomático que vinham sendo conduzidas nas últimas semanas.

Com o colapso dos termos que mantinham a suspensão temporária das hostilidades, Trump demonstrou forte ceticismo em relação à continuidade das conversas com as autoridades de Teerã. Em declarações recentes, o líder norte-americano sublinhou que os Estados Unidos estão “perdendo tempo” ao insistir na via diplomática e sinalizou que prefere adotar ações mais diretas. Adotando um tom altamente combativo, o presidente chegou a se referir ao governo iraniano como “pessoas más e doentes” e defendeu publicamente a necessidade de agir de forma incisiva, afirmando que a situação deve ser tratada como um “câncer” que precisa ser eliminado precocemente.

Por outro lado, as autoridades do Irã se manifestaram atribuindo aos próprios Estados Unidos a responsabilidade direta pela nova escalada de violência e pelo enfraquecimento do pacto. Conforme o posicionamento do representante iraniano, o governo norte-americano descumpriu os compromissos previamente estabelecidos. Entre as principais violações apontadas por Teerã estão o restabelecimento de sanções econômicas voltadas ao comércio de petróleo, a realização de ataques na porção sul do território iraniano e a manutenção do apoio a agressões na região.

O fim do cessar-fogo e o consequente colapso do pacto preliminar já provocam reflexos imediatos nos mercados globais, gerando um disparo expressivo nos preços do petróleo devido ao temor de novas sanções econômicas e de interrupções no fluxo de transporte de combustíveis pelo Golfo. Enquanto isso, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, manifestou apoio público às mais recentes ações e ataques estratégicos conduzidos pelos Estados Unidos, evidenciando o realinhamento de forças diante da iminência de um agravamento do conflito.