Substância química estireno, exalada após incidente em indústria petroquímica, ultrapassou limites toleráveis e pode causar problemas graves a curto e longo prazo.
O vazamento de uma substância química inflamável e tóxica chamada estireno acendeu o sinal de alerta em Manaus e mobilizou órgãos de saúde e segurança pública. O incidente ocorreu no Distrito Industrial I, na Zona Franca de Manaus, em tanques de armazenamento da petroquímica Innova, fazendo com que mais de uma centena de pessoas buscassem atendimento médico em unidades de saúde da região com sintomas de intoxicação.
A preocupação das autoridades aumentou após a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade constatar que os índices de poluição na área atingida ultrapassaram o limite considerado tolerável para a exposição humana. O estireno é um composto químico utilizado na fabricação de plásticos e borrachas, e sua inalação oferece graves riscos à saúde. Além de efeitos imediatos no sistema nervoso — como cansaço, tontura, dificuldade de concentração e forte irritação nos olhos e na garganta —, a exposição prolongada ou severa a esse vapor está associada a riscos de longo prazo, sendo uma substância que pode causar câncer.
Um homem de 67 anos, que possuía histórico de doença respiratória crônica, morreu após dar entrada em um pronto-socorro relatando sintomas decorrentes da liberação do gás. Apesar do susto, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que, até o momento, não foi constatada uma relação direta entre o óbito e o vazamento de estireno. Por sua vez, a empresa Videolar-Innova comunicou que adotou todas as providências emergenciais para conter a situação de acordo com as normas ambientais. Equipes do Corpo de Bombeiros continuam trabalhando no local para monitorar a temperatura e garantir o resfriamento contínuo dos tanques a fim de evitar novos desdobramentos.
Para garantir a proteção dos moradores, as autoridades recomendam que a população evite circular num raio próximo ao local e use máscaras ao passar pela região. Caso o odor seja sentido dentro de casa, a orientação é abrir portas e janelas para ventilar o ambiente, além de desligar aparelhos de ar-condicionado que captem o ar externo. Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas respiratórios prévios, devem receber proteção redobrada.