Inspirada pelo pouso da Apollo 11 em 1969, a data criada pelo argentino Enrique Febbraro transforma uma conquista científica em um marco global de união e fraternidade.
Nesta segunda-feira, 20 de julho, comemora-se o Dia do Amigo e Internacional da Amizade. A data, amplamente celebrada no Brasil e em diversos países da América Latina, tem uma origem fascinante que mistura exploração espacial, idealismo e a busca por união em tempos de Guerra Fria.
A ideia nasceu em 1969, idealizada pelo médico, professor e psicólogo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ao acompanhar a transmissão ao vivo da missão Apollo 11, em que os astronautas norte-americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na Lua pela primeira vez em 20 de julho de 1969, Febbraro enxergou no evento um significado que ia muito além da ciência.
Um gesto que deu a volta ao mundo
Para o argentino, a chegada do homem à Lua representava a prova de que a humanidade, quando unida, era capaz de superar grandes desafios e alcançar objetivos tidos como impossíveis. Tomado por esse sentimento de fraternidade universal, ele decidiu agir.
Febbraro escreveu e enviou cerca de 1.000 cartas para pessoas em mais de 100 países, propondo a criação de um dia dedicado a celebrar os laços de amizade. Ele recebeu cerca de 700 respostas de apoio à iniciativa.
O movimento ganhou força rapidamente, a começar pela Argentina, onde a comemoração foi oficializada por decreto no estado de Buenos Aires em 1979. Com o tempo, a celebração se espalhou por países vizinhos como Uruguai, Chile e Brasil, onde a data se consolidou no calendário afetivo da população, tornando-se um momento dedicado a reforçar laços, expressar carinho e reunir velhos e novos companheiros de jornada.