O fenômeno meteorológico começou a se formar entre o Uruguai e o RS; rajadas de vento podem ultrapassar os 100 km/h e provocar queda de granizo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitou alertas de perigo devido à formação de um ciclone extratropical de rápida intensificação, popularmente conhecido como “ciclone bomba”. O fenômeno começou a se formar na manhã desta quinta-feira (6) no litoral do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai, e atua em conjunto com o avanço de uma frente fria. Essa combinação traz risco de tempestades, rajadas intensas de vento e queda de granizo para sete estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.
Tecnicamente chamado de “ciclogênese explosiva” ou “bombogênese”, o ciclone bomba ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica ganha força de forma muito rápida. Isso acontece principalmente quando massas de ar frio se encontram com massas de ar quente.
Estados afetados e níveis de alerta
Os impactos do fenômeno variam de acordo com a região, divididos em três níveis de alerta pelo Inmet:
- Alerta Vermelho (Grande Perigo): Abrange o sul do Rio Grande do Sul, área prevista para sofrer os maiores estragos. Há previsão de chuva acumulada acima de 100 mm por dia (ou 60 mm por hora), ventos que superam os 100 km/h e queda de granizo.
- Alerta Laranja: Atinge trechos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Nestes locais, os ventos podem variar entre 60 km/h e 100 km/h, acompanhados por chuvas intensas (até 100 mm/dia) e granizo.
- Alerta Amarelo: Abrange partes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, com ventos de até 60 km/h e volumes de chuva de até 50 mm no dia.
Previsão para os próximos dias
De acordo com as informações meteorológicas, o centro do ciclone bomba deve começar a se afastar do continente a partir desta sexta-feira (7). Apesar do gradual deslocamento do sistema em direção ao oceano, áreas de instabilidade ainda continuarão provocando tempestades, trovoadas e chuvas fortes em trechos do Paraná, no oeste de Santa Catarina e em áreas do Rio Grande do Sul.