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Círculo de Fogo do Pacífico: entenda o fenômeno por trás de 90% dos terremotos no mundo

reprodução
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Com cerca de 40 mil quilômetros de extensão, a gigantesca região em formato de ferradura concentra a maior parte dos tremores do planeta e abriga 75% dos vulcões ativos da Terra.

Grandes tremores de terra e erupções vulcânicas impressionam a humanidade há séculos, mas a grande maioria desses eventos violentos não acontece de forma aleatória. Eles se concentram, em sua maior parte, em uma área específica do planeta: o Círculo de Fogo do Pacífico (também chamado de Anel de Fogo). Essa gigantesca região geológica é responsável por abrigar aproximadamente 90% de todos os terremotos do mundo e cerca de 75% dos vulcões ativos da Terra.

Apesar do nome “círculo”, a área tem o desenho mais parecido com o de uma ferradura. Ela se estende por cerca de 40 mil quilômetros ao redor do Oceano Pacífico, percorrendo desde o extremo sul da América do Sul, subindo pela costa oeste da América do Norte, passando pelo Estreito de Bering e descendo por países como Japão, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia.

O movimento das placas tectônicas

A alta concentração de tremores e atividade vulcânica no Círculo de Fogo está diretamente ligada ao encontro de algumas das maiores placas tectônicas do planeta, como a Placa do Pacífico. Essas imensas blocos da crosta terrestre estão em constante movimento e esbarram uns nos outros.

Em diversas partes dessa faixa ocorre o processo geológico chamado de subducção: quando uma placa oceânica mais densa desliza e mergulha por baixo de outra placa. Esse atrito e movimento contínuo acumulam uma enorme quantidade de pressão na crosta terrestre. Quando essa tensão represada é liberada de forma repentina, surgem os terremotos — muitos deles com potencial para gerar tsunamis devastadores.

Ao mesmo tempo, quando a placa tectônica é empurrada para baixo em direção ao manto terrestre, o calor e a pressão derretem a rocha e favorecem a formação do magma. Esse material busca saídas para a superfície, dando origem à intensa cadeia de vulcões ativas na região, que soma cerca de 450 vulcões ativos e adormecidos.

A ciência pode prever terremotos?

Apesar do avanço das tecnologias de monitoramento, cientistas e geólogos destacam que ainda não é possível prever com exatidão a data, a hora, o local exato ou a magnitude em que um terremoto vai ocorrer. O que a ciência consegue fazer atualmente é mapear com precisão as zonas de maior risco tectônico — como as nações situadas ao longo do Círculo de Fogo — e monitorar os históricos das falhas geológicas para orientar planos de prevenção e infraestruturas mais resistentes nessas comunidades.