Estudos apontaram que a circulação interna de água causou erosão no aterro da rodovia em Simões Filho; solução definitiva prevê novo bueiro e reforço na estrutura.
Mais de um mês após o surgimento de um afundamento no km 604 da BR-324, localizado no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) anunciou que identificou a causa do problema e definiu as intervenções necessárias para a recuperação da pista.
As investigações técnicas, que envolveram sondagens, testes geofísicos, inspeções e análises no local, revelaram que a água estava circulando por dentro do aterro da rodovia. O fluxo de água acabou carregando parte do material do solo e formando cavidades internas na estrutura. Essa perda gradativa de terra comprometeu a sustentação da área, provocando os abatimentos e deformações observados no pavimento desde o dia 15 de julho.
Para resolver o problema de forma definitiva e restabelecer a segurança na via, o DNIT detalhou um plano de ação dividido em duas etapas principais:
- Construção de um novo sistema de drenagem: Será instalado um novo bueiro para conduzir a água de maneira segura e controlada. A obra será realizada por meio de um método não destrutivo, técnica que reduz a necessidade de grandes escavações na superfície, minimizando o impacto no fluxo de veículos da rodovia.
- Reforço e tratamento do solo: O aterro passará por injeções de material cimentício com o objetivo de preencher todos os vazios subterrâneos e devolver a estabilidade aos pontos que perderam resistência.
Conforme informado pelo órgão, assim que o novo sistema de drenagem entrar em operação regular, o bueiro antigo será permanentemente desativado e tamponado.
Enquanto os trabalhos definitivos não são concluídos, o DNIT mantém o monitoramento constante do trecho afetado na BR-324, aplicando medidas operacionais para assegurar a fluidez do trânsito e a proteção dos motoristas que trafegam por uma das principais vias de ligação da Bahia.