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Congo inicia ensaio clínico para testar vacinas contra variante do ebola sem imunizante aprovado

Imagem: Divulgação
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Estudo começou em Bunia, na República Democrática do Congo, e pretende avaliar a eficácia de vacinas contra o vírus Bundibugyo, responsável pelo surto que já provocou mais de 4,6 mil mortes no país.

A República Democrática do Congo iniciou nesta sexta-feira (23), na cidade de Bunia, um ensaio clínico para avaliar vacinas contra o vírus Bundibugyo, responsável pelo surto de ebola que atinge o país desde maio deste ano. O estudo, batizado de Tumaini, palavra que significa “esperança” em suaíli, busca encontrar alternativas de proteção contra uma variante para a qual ainda não existe vacina aprovada especificamente.

A primeira vacina a ser avaliada é a Ervebo, já licenciada para combater o vírus Zaire, responsável por outros surtos de ebola. Os pesquisadores pretendem verificar se o imunizante também pode oferecer proteção contra o Bundibugyo.

Além dela, outros dois candidatos a vacina estão sendo preparados para integrar o estudo. Um foi desenvolvido pela Moderna, enquanto o outro é resultado de uma parceria entre a Universidade de Oxford e o Serum Institute of India.

A proposta do ensaio é criar uma barreira de proteção ao redor dos casos confirmados da doença, com o objetivo de interromper a transmissão do vírus. Ao mesmo tempo, os pesquisadores irão avaliar a segurança e a eficácia dos imunizantes.

Surto já ultrapassa 4,6 mil mortes

De acordo com dados divulgados pela Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), a República Democrática do Congo registrava, até 21 de outubro, 9.552 casos confirmados e 4.602 mortes relacionadas à doença.

O atual surto é considerado o maior já registrado da variante Bundibugyo e o segundo maior surto de ebola da história.

Identificado pela primeira vez em Uganda, em 2007, o vírus também foi responsável por uma epidemia na República Democrática do Congo em 2012.

Com o início do ensaio clínico, a expectativa é ampliar o conhecimento científico sobre a variante e avaliar alternativas que possam contribuir para a prevenção de novos casos e o controle da transmissão.