google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Trump e Obama intensificam campanha na reta final das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos

Imagem: REUTERS/Jack Gruber
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Presidente republicano e ex-presidente democrata participam de eventos em Ohio e na Geórgia para fortalecer candidatos de seus partidos em disputas que podem definir o controle do Congresso americano.

A campanha para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos entrou em sua última semana com a participação de dois nomes de grande influência na política do país. O presidente republicano Donald Trump e o ex-presidente democrata Barack Obama intensificaram suas agendas nesta quarta-feira (28), com compromissos em Ohio e na Geórgia. As eleições estão marcadas para o dia 3 de novembro e podem definir qual partido terá o controle do Congresso americano nos próximos dois anos.

A mobilização acontece em um momento de queda na aprovação popular de Trump e de insatisfação de parte da população com o alto custo de vida e a guerra contra o Irã. Esse cenário representa um desafio para os republicanos, que atualmente possuem maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Representantes.

Trump participa de um evento ao lado do senador republicano Jon Husted, de Ohio, que disputa uma vaga contra o ex-senador democrata Sherrod Brown. A eleição é considerada uma das mais acirradas do país e pode influenciar diretamente a manutenção da maioria republicana no Senado, atualmente formada por 53 cadeiras contra 47 dos democratas.

Na Geórgia, Barack Obama participa de uma agenda de campanha com o senador democrata Jon Ossoff, que enfrenta o deputado republicano Mike Collins. O estado tem histórico de disputas eleitorais competitivas, e as três eleições mais recentes para o Senado foram decididas em segundo turno. Analistas independentes avaliam que Ossoff está em uma posição favorável para manter sua cadeira.

Obama havia mantido uma presença mais discreta na campanha até a semana anterior, quando voltou a participar de eventos com discursos críticos ao seu sucessor na Presidência.

Disputa pelo controle do Congresso

A votação antecipada já movimenta milhões de eleitores americanos. De acordo com dados do Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, mais de 36,4 milhões de cédulas já haviam sido registradas. Nas eleições de meio de mandato de 2022, durante o governo de Joe Biden, foram contabilizados 45,9 milhões de votos antecipados.

As projeções de analistas independentes indicam que os democratas têm boas chances de conquistar a maioria na Câmara dos Representantes. A disputa pelo Senado, no entanto, é considerada mais difícil, pois o partido precisa vencer em estados tradicionalmente favoráveis aos republicanos, como Ohio, Iowa ou Alasca, para alcançar as 51 cadeiras necessárias para controlar a Casa.

Em Michigan, outra disputa importante envolve o republicano Mike Rogers e o democrata Abdul El-Sayed, que concorrem a uma vaga no Senado deixada pelo democrata Gary Peters.

Os dois candidatos também contam com o apoio de figuras conhecidas de seus partidos para ampliar a mobilização. Rogers participou de uma série de eventos ao lado do senador republicano Ted Cruz, enquanto El-Sayed tinha uma agenda prevista com Peters e a senadora democrata Elissa Slotkin.

Embora as médias das pesquisas indiquem uma pequena vantagem para El-Sayed, o estrategista republicano Dennis Lennox avalia que Rogers continua competitivo. Ele destaca a estrutura de mobilização da campanha republicana, que inclui visitas a residências, mensagens de texto e eventos em diferentes localidades.

Governo Trump enfrenta questionamentos

Nas últimas semanas, Trump também adotou medidas para tentar melhorar a percepção dos eleitores sobre a economia. Entre as iniciativas estão ações para aliviar os preços da energia e a promessa de bilhões de dólares em pagamentos diretos a milhões de americanos.

O presidente também busca ampliar a participação de eleitores do movimento MAGA em regiões rurais, especialmente entre apoiadores que costumam não comparecer às eleições de meio de mandato.

Outro assunto que ganhou destaque na reta final da campanha envolve as alegações de Trump sobre supostas irregularidades nas eleições de 2020, quando foi derrotado por Joe Biden. O presidente voltou a utilizar a estrutura do governo federal para investigar suas afirmações sobre a participação ilegal de eleitores.

Segundo informações da Reuters, o governo americano emitiu mais de 100 intimações a autoridades eleitorais estaduais e locais de pelo menos 12 estados, solicitando registros de dezenas de milhares de eleitores.

Na Califórnia, um juiz demonstrou ceticismo diante de um pedido do Departamento de Justiça para impedir a contabilização de votos pelo correio de mais de 20 mil eleitores registrados, que o governo alega serem não cidadãos.

Além das disputas políticas, a campanha também enfrenta problemas relacionados à transparência financeira. O sistema eletrônico de envio de documentos da Comissão Eleitoral Federal estava fora do ar havia mais de 24 horas, após ser desligado para conter uma violação de segurança.

A interrupção impediu que responsáveis pelas finanças das campanhas apresentassem relatórios de gastos dentro do prazo, deixando os eleitores temporariamente sem informações atualizadas sobre os financiadores das candidaturas e a destinação dos recursos.

Com a votação marcada para 3 de novembro, a participação de Trump e Obama reforça a importância dessas eleições para o cenário político americano. Mais do que a escolha de representantes, o resultado poderá alterar o equilíbrio de forças entre republicanos e democratas no Congresso e influenciar os próximos dois anos do governo dos Estados Unidos.