Diagnosticada com uma síndrome rara, a estrela canadense compartilha sua rotina de superação e a determinação de reencontrar seus fãs
A voz por trás de sucessos imortais como “My Heart Will Go On” atravessa o momento mais desafiador de sua trajetória. Céline Dion, aos 56 anos, abriu o coração em entrevistas recentes e em seu novo documentário para falar sobre a Síndrome da Pessoa Rígida (SPR), uma condição neurológica rara que a afastou dos holofotes em 2022. Mas, para quem pensa que ela desistiu, a mensagem é clara: o retorno é uma questão de tempo e muito esforço.
Céline descreveu a sensação da doença de forma impactante, comparando a rigidez nas cordas vocais a um estrangulamento. A síndrome causa espasmos musculares severos que podem, em casos extremos, até quebrar costelas e dificultar tarefas simples, como caminhar. “A doença não tirou nada de mim. Eu vou voltar aos palcos, nem que eu tenha que rastejar”, afirmou a cantora com a determinação que sempre marcou sua carreira.
Atualmente, a rotina da artista é digna de um atleta olímpico. Ela se dedica cinco dias por semana a terapias físicas, vocais e atléticas. O objetivo é recuperar o controle do corpo e a potência da voz. Embora ainda não exista uma cura definitiva para a SPR, Céline conta com uma equipe médica de ponta e busca, através da ciência, um “milagre” que lhe permita cantar novamente para grandes multidões.
O apoio da família tem sido o combustível principal nessa jornada. Mãe de três filhos, ela faz questão de manter uma vida o mais normal possível dentro de casa, em Las Vegas. Suas raras aparições públicas, como na última cerimônia do Grammy, emocionaram o mundo e serviram como um lembrete de que sua paixão pela música permanece intacta.
Enquanto se prepara para o futuro, Céline Dion usa sua visibilidade para conscientizar as pessoas sobre essa condição rara, mostrando que, por trás da grande diva, existe uma mulher forte que escolheu lutar com todas as forças para ouvir o aplauso do público mais uma vez.