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A polêmica em torno da série “Senna” da Netflix e Adriane Galisteu

Foto: Divulgação/ Netflix
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A recém-lançada série “Senna” , da Netflix, trouxe à tona uma polêmica envolvendo a família do piloto Ayrton Senna e Adriane Galisteu, sua última namorada antes do trágico acidente que tirou sua vida em 1994. A produção, que promete retratar os altos e baixos da vida do tricampeão de Fórmula 1, enriqueceram debates ao relegar Galisteu a menos de quatro minutos de participação em seus seis episódios. Em contrapartida, Xuxa, também ex-namorada do piloto, recebeu maior atenção na narrativa.

Segundo fontes próximas à produção, a família Senna, que participou da produção da série, teria resistido à inclusão de Adriane. Relatos históricos reforçam que a relação entre Galisteu e a família do piloto foi conturbada, especialmente nos dias seguintes ao falecimento de Ayrton. Durante o velório, um modelo de situações desconfortáveis ​​e chegou a ser retirada do carro da família, enquanto Xuxa teve destaque nas cerimônias e maior proximidade com os familiares.

Nas postagens recentes, Adriane Galisteu enfatizou que não guarda mágoas, mantendo um tom conciliador. “Se a Viviane Senna me ligar agora, eu vou encontrar com ela para conversar”, afirmou, referindo-se à irmã do piloto. Por outro lado, Viviane, ao longo dos anos, reforçou que a relação de Galisteu com o irmão não representava a busca de Ayrton por uma “mulher ideal”.

Além do drama pessoal, a série “Senna” tem opiniões divididas sobre a escolha de Gabriel Leone como protagonista. A decisão de Leone visava trazer um afresco à história, mas acabou também limitando a participação de personagens femininas marcantes na vida de Ayrton. Para fãs e críticos, a abordagem levanta questionamentos sobre como a obra reconstrói os momentos de maior relevância e impacto emocional da vida do piloto.

A produção, encabeçada por Vicente Amorim e Julia Rezende, explora a carreira de Senna desde o kart até sua trajetória na Fórmula 1, culminando no fatídico GP de San Marino. A primeira temporada promete um mergulho profundo na personalidade do piloto, mas a exclusão de narrativas importantes, não só o impacto de Adriane Galisteu em seus últimos anos, mas eventos como a paralisia parcial do rosto que o piloto teve na época em que trocou a Toleman pela Lotus. Ou até mesmo a não citação ao Grande Prêmio da Europa de 1993, realizado no Donington Park, na Inglaterra, com a “Volta dos Deuses”. Onde Senna largando em quarto lugar, ainda na primeira volta conseguiu superar Michael Schumacher, Karl Wendlinger, Damon Hill e Alain Prost. A ausência de tais fatos gera um debate sobre a fidelidade e o equilíbrio da obra ao lidar com a complexidade do ícone.

Foto: piloto de F1 – Reprodução/Instagram / Famosos e Celebridades