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Alface no Taco Bell é investigada por surto de “diarreia explosiva” nos Estados Unidos

Foto: (Reprodução/ Shutterstock)
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O parasita Cyclospora já infectou milhares de pessoas em dezenas de estados americanos; rede de fast-food removeu ingredientes frescos de parte de suas lojas de forma preventiva.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos investigam uma possível ligação entre restaurantes da rede de fast-food Taco Bell e um grande surto de ciclosporíase, uma infecção intestinal causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis. A doença, conhecida por provocar episódios severos de diarreia intensa (chamada popularmente de “diarreia explosiva”), além de cólicas estomacais, náuseas, fadiga e perda de peso, já afetou milhares de pessoas em dezenas de estados americanos.

Embora o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e a Food and Drug Administration (FDA) ainda não tenham confirmado oficialmente a origem exata da contaminação, a suspeita principal recai sobre lotes de alface e outras hortaliças frescas. Os produtos utilizados pela rede são fornecidos pela Taylor Farms, empresa que já esteve associada a surtos anteriores de contaminação alimentar, como casos de E. coli ligados a cebolas fatiadas em 2024 e episódios de ciclosporíase em 2013. Como medida estritamente preventiva, o Taco Bell retirou de circulação ingredientes frescos de unidades selecionadas, suspendendo temporariamente a venda de itens como alface, coentro, cebola, pico de gallo e guacamole, comuns em pratos populares da marca.

A notícia da investigação impactou diretamente o mercado financeiro, provocando a queda nas ações da empresa dona do Taco Bell. Especialistas apontam que, mesmo que a rede seja inocentada ao final das apurações, o processo investigativo pode afetar a reputação da marca e prejudicar as vendas a curto prazo. O surto também tem acendido um alerta na população, mudando hábitos de consumo. Diversos consumidores relatam ter reduzido a compra de saladas prontas e vegetais frescos, substituindo-os por opções congeladas ou cozidas, já que o parasita resiste a lavagens rápidas com água.

Até o momento, não foram registradas mortes decorrentes do surto, mas os médicos alertam que grupos de risco — como crianças, idosos e indivíduos imunocomprometidos — devem redobrar a atenção e, se possível, evitar o consumo de vegetais crus até que a fonte da contaminação seja totalmente identificada. A orientação geral das autoridades locais para evitar a propagação do parasita inclui lavar e higienizar minuciosamente os alimentos frescos, além de cozinhar produtos brutos sempre que viável.