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Apple fecha loja na China pela primeira vez em meio a desafios no mercado local

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Encerramento em Dalian marca o primeiro fechamento de uma Apple Store na China desde 2008; empresa mantém presença, planeja inaugurações e reforça comprometimento com o país

Nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, a Apple anunciou o encerramento de sua loja física no Parkland Mall, na cidade de Dalian, nordeste da China. Será a primeira vez desde a entrada no mercado chinês em 2008 que uma Apple Store será fechada no país, com data marcada para 9 de agosto.

A decisão foi motivada por uma série de saídas de varejistas do shopping, como marcas de luxo, comprometendo a viabilidade do ambiente comercial. A Apple garantiu que todos os funcionários da unidade serão realocados internamente — há outra loja em Dalian, a cerca de três quilômetros de distância, que permanecerá em funcionamento.

Segundo dados da consultora IDC, a participação da Apple nas vendas de smartphones na China caiu para a 5ª posição, atrás das fabricantes locais Huawei, Vivo, Oppo e Xiaomi, e suas vendas regionais registraram queda de até 2,3% no segundo trimestre de 2025, resultado de sete trimestres consecutivos de retração na região da “Grande China” (incluindo Hong Kong, Macau e Taiwan), onde operam cerca de 56 lojas — representando mais de 10% das mais de 530 unidades da empresa no mundo.

Apesar do sinal simbólico de retirada, a empresa mantém firme seu comprometimento no país. Uma nova loja será inaugurada em 16 de agosto, em Shenzhen (Uniwalk Qianhai), e outras unidades estão previstas para ano que vem em Pequim e Xangai. Em janeiro, uma nova Apple Store foi aberta em Anhui.

A gigante de Cupertino também segue expandindo globalmente — já inaugurou lojas em Osaka, Japão (final de julho), e em Miami, EUA (janeiro) — além de planejar aberturas na Índia, Emirados Árabes, Arábia Saudita e outros mercados emergentes.

A abertura e fechamento simultâneos refletem um ajuste estratégico: a Apple continua investindo na China, mas com cautela, revisando contratos de aluguel e redesenhando sua presença física em resposta ao cenário de consumo desaquecido, deflação e forte concorrência local. A expansão física desacelerou desde a pandemia, promovendo foco em e‑commerce e modernização de lojas existents.

A decisão expressa um momento de transição para a empresa: um dos mercados mais relevantes globalmente enfrenta desafios crescentes, enquanto a Apple busca equilibrar seus planos de crescimento com sustentabilidade operacional e alinhamento ao comportamento do consumidor chinês.