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Atendimentos por câncer de próstata crescem 32% entre homens de até 49 anos

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Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que, entre 2020 e 2024, aumentou consideravelmente o número de tratamentos para câncer de próstata em homens mais jovens — mesmo a doença sendo mais comum em faixas etárias elevadas.

Um dado que chama atenção: os atendimentos para tratar o câncer de próstata em homens de até 49 anos cresceram 32% entre 2020 e 2024 no Brasil. Em 2020, foram registradas cerca de 2,5 mil assistências para esse grupo; em 2024, o número passou para cerca de 3,3 mil.

Embora o câncer de próstata seja tradicionalmente mais comum a partir dos 65 anos, essa elevação entre os mais jovens coloca luz sobre mudanças na saúde masculina e no comportamento de prevenção.

O que está por trás do aumento

Especialistas apontam que esse crescimento não significa necessariamente que há “mais homens adoecendo” nessa faixa de idade — ao menos não apenas. O urologista Rafael Ambar afirma que o fenômeno está ligado à maior busca por atendimento, ao aumento de conscientização sobre a doença e à ampliação da rede de saúde.

Essa abertura para o cuidado da saúde masculina mais cedo também reflete redução de tabus — por exemplo, visita ao urologista — e maior informação disponível sobre rastreamento e prevenção. Ainda assim, há muito para avançar nesse campo.

Como o câncer de próstata se apresenta e por que a detecção precoce é importante

A glândula próstata, que fica abaixo da bexiga nos homens, pode desenvolver células que se multiplicam de forma desordenada, originando o câncer de próstata.

Nos estágios iniciais, a doença costuma não dar sintomas, o que dificulta a detecção precoce. Já em fases mais avançadas, podem surgir sinais como jato de urina fraco, sangue na urina ou no sêmen, dor na região da pelve, costas ou quadris.

As principais formas de diagnosticar esse tipo de câncer incluem:

  • Exame de sangue para medir o antígeno prostático específico (PSA)
  • Toque retal
  • Em casos de suspeita maior, ressonância magnética ou biópsia

Quando detectado ainda no início, o câncer de próstata apresenta taxa de cura superior a 90%.

Fatores de risco e comportamento que ajudam na prevenção

Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver o câncer de próstata:

  • Idade avançada
  • História familiar de câncer de próstata
  • Raça (homens negros têm maior incidência)
  • Obesidade, sedentarismo, tabagismo

E por isso a recomendação médica é que homens com histórico familiar ou risco elevado façam acompanhamento anual a partir dos 40 anos; para a população geral, o rastreio pode começar por volta dos 50 anos.

O cenário atual no Brasil

Mais do que apenas o aumento nos atendimentos para homens mais jovens, o país vive desafios para garantir diagnóstico e tratamento em todas as regiões. Por exemplo, regiões Norte e Nordeste ainda têm menor cobertura de exames e menor acesso a especialistas, o que afeta o prognóstico.

Esse crescimento de atendimentos em menores idades pode representar um avanço importante — uma cultura de prevenção mais forte — mas também evidencia que há trabalho pela frente para alcançar integralmente todos os grupos de risco, com equidade.