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Autópsia de Juliana Marins aponta morte rápida após queda em vulcão na Indonésia

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Laudo aponta traumatismo grave no tórax e estimativa de 10 a 20 minutos de vida após a queda no Monte Rinjani

A brasileira Juliana de Souza Pereira Marins, de 26 anos, sofreu uma queda durante caminhada no Monte Rinjani, vulcão ativo de 3.726 m na ilha de Lombok, Indonésia. Autópsias locais e no Brasil confirmam que a morte decorreu de traumatismo contundente no tórax e hemorragia interna; estimativas indicam que a jovem sobreviveu entre 10 e 20 minutos após o impacto.

Juliana iniciou a trilha ainda na madrugada de 20 para 21 de junho de 2025, quando teria escorregado em terreno íngreme, caindo cerca de 300 m abaixo do caminho principal. Em imagens de drone feitas por turistas aproximadamente 3 horas depois, ela era vista viva e consciente, sentada entre rochas — o que motivou a família a alegar que o resgate foi negligente e excessivamente demorado.

O terreno acidentado, neblina e clima adverso dificultaram o acesso da equipe de resgate: leva-se quatro dias até o corpo ser encontrado, em 24 de junho.

O médico-legista Dr. Ida Bagus Putu Alit, do Hospital Bali Mandara, relatou que Juliana sofreu fraturas múltiplas e ferimentos no tórax, que causaram hemorragia na cavidade torácica e ruptura de órgãos vitais. A lesão foi tão violenta que levou à morte em aproximadamente 20 minutos, sem indícios de hipotermia ou prolongado sofrimento. O impacto foi classificado como de “alta energia”, compatível com queda de grande altura.

Após retorno do corpo ao Brasil, o IML do Rio de Janeiro realizou nova autópsia. O laudo corroborou as conclusões iniciais: política civil aponta morte por hemorragia interna grave e politraumatismo, estimando sobrevida de 10 a 15 minutos após a queda. Foram observadas lesões em crânio, tórax, pelve, abdômen, coluna e membros. O corpo havia sido embalsamado, o que dificultou análise de temperatura e outros sinais, mas descartou-se agressão externa, consumo de drogas ou hipotermia.

O laudo também destacou que, mesmo debilitada por falência orgânica, Juliana enfrentou estresse físico e metabólico intensos — um período agonal — e não se locomoveu, indicando que ela provavelmente não teria condições de buscar ajuda após o impacto.

A família contesta os laudos e atribui a morte à demora no resgate. Em redes sociais, afirmam:

“Se a equipe tivesse chegado dentro do prazo estimado de 7 horas, Juliana ainda estaria viva”.

Eles exigem investigação oficial, incluindo examinar a logística da operação e a possível negligência frente às condições adversas da montanha.

O Monte Rinjani é renomado por sua beleza, mas é uma trilha complexa que exige preparo físico, equipamento adequado e atenção ao clima; quedas e incidentes já foram registrados anteriormente