Em processo de recuperação judicial nos EUA desde maio, a empresa vai concentrar suas operações em três hubs estratégicos e adotar medidas para retomar a saúde financeira.
A Azul Linhas Aéreas acaba de oficializar uma decisão que marca uma profunda transformação em sua operação no Brasil. A companhia anunciou o fim dos serviços em 13 cidades e o cancelamento de 53 rotas consideradas pouco rentáveis. Essa reestruturação faz parte de sua estratégia de recuperação judicial iniciada nos Estados Unidos em maio de 2025.
Embora a Azul ainda não tenha divulgado a lista dos municípios afetados, sabe-se que o foco agora será nos aeroportos de Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife, que funcionarão como centros nevrálgicos (hubs) para a malha aérea. O número de voos diários também será reduzido em cerca de 10%, saindo de 931 para 836 decolagens por dia.
Outras medidas incluem a diminuição da frota em aproximadamente um terço, a adoção de cafeteria e lanches práticos (“boxes”) no serviço de bordo, e a cobrança por bagagens despachadas — todas voltadas a elevar a ocupação média dos voos para 83%. Para dar suporte financeiro a essas mudanças, a Azul está negociando um empréstimo de US$ 1,6 bilhão, que possibilitará eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas e garantir até US$ 950 milhões em novos aportes. A expectativa é concluir o processo de reestruturação até fevereiro de 2026.
Em resumo, essas decisões refletem uma tentativa clara da Azul de garantir sua continuidade operacional e competir de modo mais sustentável no mercado brasileiro de aviação.