Foco agora é reforçar a segurança do sistema financeiro antes de liberar a nova modalidade de pagamentos
O Banco Central decidiu adiar o lançamento do Pix parcelado, inicialmente previsto para setembro de 2025, após uma série de ataques cibernéticos e denúncias de desvios milionários que expuseram fragilidades no sistema financeiro. A decisão vem em meio a investigações que apontam a atuação de facções criminosas, como o PCC, no uso de instituições para movimentações ilícitas.
Segundo o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, novas medidas estão em andamento, incluindo limite de R$ 15 mil para transferências feitas por instituições de pagamento sem licença, além da obrigatoriedade de recusa em operações com indícios de fraude. O BC também promete endurecer as regras contra contas laranja, contas-bolsão e operações com criptoativos.
O Pix parcelado funcionará de forma semelhante ao parcelamento no cartão de crédito: o recebedor recebe o valor integral na hora, enquanto o pagador poderá dividir a compra em parcelas com juros. A expectativa é beneficiar cerca de 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito, oferecendo uma alternativa para pagamentos de valores altos com condições mais acessíveis.
O novo calendário prevê que o regulamento do Pix parcelado seja publicado em outubro, e o manual de experiência do usuário, em dezembro. A operação começará a coexistir com modelos privados até março de 2026.