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Belo Horizonte pode mudar sua bandeira: referendo popular decidirá o futuro da simbologia da cidade

Foto: Reprodução/TSE
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Belo Horizonte, a capital do estado de Minas Gerais, pode estar prestes a vivenciar um momento significativo em sua história. A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou recentemente um projeto de lei que estabelece a realização de um referendo popular para determinar se a bandeira da cidade deve ser mantida ou modificada. Esta iniciativa surgiu em resposta a uma proposta de nova simbologia que ganhou destaque nas redes sociais e provocou intensos debates entre os cidadãos.

Originalmente, a responsabilidade pela decisão sobre a mudança da bandeira recaiu sobre os vereadores. No entanto, os vereadores Bruno Pedralva e Pedro Patrus, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), apresentaram uma emenda ao projeto, sugerindo que a decisão fosse transferida para a população. Assim, no dia 6 de outubro, durante as eleições municipais, os eleitores de Belo Horizonte terão a oportunidade de votar não apenas para prefeito e vereadores, mas também sobre a bandeira da cidade.

A proposta da nova bandeira foi elaborada pelo designer Gabriel Figueiredo em 2022, como parte de um projeto pessoal. Após a divulgação do desenho nas redes sociais, intitulado “Uma bandeira para Belo Horizonte”, o conceito gerou uma repercussão significativa, atraindo tanto aplausos quanto críticas. A proposta visa representar de forma mais contemporânea e inclusiva a identidade da cidade. A partir do referendo, a população poderá avaliar e decidir sobre a implementação dessa nova simbologia.

De acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), no dia das eleições, após os votos para vereador e prefeito, os eleitores encontrarão a seguinte pergunta na urna eletrônica: “Você aprova a alteração da bandeira de Belo Horizonte?”. As opções de resposta disponíveis serão: SIM, NÃO e BRANCO. É importante ressaltar que, caso o eleitor insira um número diferente de 1 ou 2, o voto será considerado nulo.

Embora as imagens da bandeira atual e da proposta não apareçam na tela da urna, cartazes com ambas as versões estarão expostos em todas as seções eleitorais. Para garantir a acessibilidade, um QR Code permitirá que os eleitores acessem a audiodescrição das bandeiras, promovendo uma maior inclusão de pessoas com deficiência visual. Esta medida busca assegurar que todos os cidadãos tenham a oportunidade de participar ativamente deste processo democrático.

Foto: Reprodução/TSE