Ex-presidente realizou exames em Brasília e recebeu alta no mesmo dia; quadro clínico é estável, mas demanda tratamento contínuo.
Neste sábado, 16 de agosto de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, onde passou por uma bateria de exames clínicos e de imagem, após autorização do ministro Alexandre de Moraes do STF.
Segundo o boletim médico, os exames apontaram resquícios de duas infecções pulmonares recentes, possivelmente causadas por broncoaspiração, ou seja, a entrada inadvertida de conteúdo do estômago ou da boca nos pulmões.
O ex-presidente também foi submetido a uma endoscopia, confirmando a persistência de esofagite e gastrite, embora em grau menos intenso do que anteriormente, e requerendo tratamento medicamentoso contínuo.
A equipe médica responsável — formada por Cláudio Birolini, Leandro Echenique, Guilherme Meyer e Allisson Barcelos Borges — destacou que não há necessidade de nova cirurgia. O tratamento seguirá com uso de remédios, ajustes nutricionais, orientação para prática de atividades físicas e manejo da hipertensão, refluxo e prevenção da broncoaspiração. Foi sugerido, inclusive, o uso de academia em casa — um compromisso com a saúde que pode ser um desafio diante da prisão domiciliar imposta desde 4 de agosto.
Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 9h, sendo recebido por apoiadores que cantaram, oraram e exibiram bandeiras do Brasil. Ele recebeu alta às 13h58 e retornou ao regime domiciliar, conforme permitiram as autoridades, com a exigência de entregar atestado de comparecimento à Justiça em até 48 horas.
Esse episódio reforça os cuidados constantes com sua saúde digestiva, que vinha apresentando problemas desde julho, quando foi diagnosticado com esofagite intensa, gastrite moderada e precisou ficar em repouso e em cuidados especiais — incluindo controle alimentar e cautela ao falar.
Em resumo: o quadro clínico atual de Bolsonaro é estável, sem necessidade de cirurgia, mas exige tratamento contínuo e atenção constante. A situação se agrava pela restrição de suas atividades devido à prisão domiciliar, o que pode influenciar no ritmo de recuperação