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Brasil Supera Expectativas e Alcança 70% da Meta Anual de Turistas Internacionais em Cinco Meses

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País Registra Quase 4,9 Milhões de Visitantes e Projeta Recorde Histórico, Impulsionado por Estratégias de Promoção e Investimento

O Brasil vive um momento de aquecimento sem precedentes no setor de turismo internacional. Nos primeiros cinco meses de 2025, o país recebeu a impressionante marca de 4.887.229 visitantes estrangeiros, atingindo 70% da meta anual estabelecida pelo ambicioso Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027. Este resultado, divulgado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Embratur e a Polícia Federal, coloca o Brasil em trajetória para superar seu objetivo de acolher 6,9 milhões de turistas até o final de dezembro, e reforça o potencial do setor como um motor de desenvolvimento econômico e social.

Apenas no mês de maio, o país registrou 461.341 entradas de estrangeiros, contribuindo para os números robustos. A performance é ainda mais notável quando comparada aos anos anteriores: no primeiro trimestre de 2025, o Brasil já havia recebido 3,74 milhões de turistas internacionais, o maior volume para o período na história, representando um aumento de 47,8% em relação ao mesmo período de 2024. Em fevereiro de 2025, os gastos de turistas estrangeiros injetaram US$ 823 milhões na economia brasileira, um salto de 22% em relação a fevereiro do ano anterior, e o acumulado de janeiro e fevereiro atingiu a cifra recorde de US$ 1,628 bilhão, o maior desde o início da série histórica do Banco Central em 1970.

O Efeito do Plano Nacional de Turismo e as Estratégias de Atração

O sucesso atual reflete os esforços e investimentos do Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que almeja transformar o Brasil no destino mais visitado da América do Sul até 2027. O PNT foca em pilares como sustentabilidade, inovação e inclusão social, buscando não apenas aumentar o número de visitantes e a receita gerada, mas também impulsionar a criação de um milhão de novos empregos formais no setor, elevando o total para 3 milhões de postos de trabalho. A modernização através da conectividade, mobilidade e segurança, além da promoção do nomadismo digital, são eixos estratégicos para atrair novos perfis de viajantes.

A Embratur, em conjunto com o Ministério do Turismo, tem desempenhado um papel crucial na promoção do país no cenário internacional. Dentre as estratégias adotadas, destacam-se a retomada da participação do Brasil em grandes e estratégicos eventos internacionais, como a convite para integrar a delegação brasileira na feira Marmomac na Itália, visando promover o turismo de negócios. A iniciativa “Marca Brasil” busca reconstruir a imagem do país no exterior, enfatizando seus compromissos com a sustentabilidade, diversidade e inclusão. Além disso, o “Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025-2027” foca em atrair viajantes interessados em experiências imersivas, culturais, socioambientais e que valorizem o empreendedorismo local. A implementação do programa “Tax Free”, como parte da reforma tributária, também visa incentivar o consumo por turistas estrangeiros.

Principais Mercados Emissores e o Impacto Econômico

A América do Sul continua sendo um mercado emissor estratégico fundamental. Países como Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai contribuíram com um total de 3,1 milhões de turistas nos cinco primeiros meses do ano. Somente a Argentina foi responsável por 2,2 milhões de visitantes, um aumento de 96,8% em comparação com o ano anterior, evidenciando a força dos laços regionais. Os cinco principais países emissores já somam 3,5 milhões das quase 4,9 milhões de chegadas.

O impacto econômico desse fluxo turístico é vasto. De acordo com projeções do World Travel & Tourism Council (WTTC), o setor de Viagens e Turismo no Brasil está previsto para contribuir com US$ 167,6 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) do país até o final de 2025, o que representaria 7,7% da economia nacional. Espera-se que o setor suporte 8,2 milhões de empregos, quase 8% do total de empregos no Brasil, superando em mais de 500 mil postos os números de 2019. A receita de gastos de visitantes internacionais deverá atingir US$ 7,5 bilhões, enquanto o gasto de turistas domésticos pode chegar a US$ 113,2 bilhões, consolidando o turismo como um dos setores mais dinâmicos e de alto potencial do país.

Destinos icônicos como Rio de Janeiro (com o Cristo Redentor e suas praias como Copacabana e Ipanema), São Paulo, Foz do Iguaçu (Cataratas do Iguaçu), a Amazônia (com Manaus), Salvador (Pelourinho), Florianópolis, o Pantanal, Ouro Preto, Paraty, Bonito, os Lençóis Maranhenses e Fernando de Noronha continuam atraindo visitantes, oferecendo uma vasta gama de experiências que vão da aventura à cultura e ao ecoturismo.

Com a resiliência do setor e as estratégias bem-sucedidas de promoção, o Brasil se posiciona para não apenas atingir, mas possivelmente superar suas metas de turismo internacional em 2025, reafirmando sua beleza e potencial no cenário global.