Deolira Glicéria Pedro da Silva, residente em Itaperuna, RJ, enfrenta desafios para oficializar título devido à perda de documentos
Deolira Glicéria Pedro da Silva, nascida em 1905, comemorou seu 120º aniversário no dia 10 de março de 2025, em Itaperuna, Rio de Janeiro. Mãe de três filhos, avó de 20 netos, bisavó de 40 bisnetos e tataravó de 37 tataranetos, Deolira é carinhosamente chamada pela família de “Terror do INSS”. A reunião ocorreu em sua residência no bairro Frigorífico, reunindo diversas gerações.
Desafios para o reconhecimento oficial
Apesar da idade avançada, Deolira ainda não é reconhecida oficialmente como a pessoa mais velha do mundo. A validação depende do Gerontology Research Group, que exige documentação específica. Infelizmente, os documentos originais de Deolira foram perdidos em uma enchente em 1977, tornando o processo de reconhecimento mais complexo. O médico Juair Abreu Pereira, que acompanha há três anos, está empenhado em localizar registros de batismo em lojas da região, incluindo a Paróquia da Imaculada Conceição, em Tombos, Minas Gerais.
Saúde e longevidade
Apesar de não progredir e apresentar perda auditiva, Deolira não utiliza medicamentos para comorbidades e mantém uma saúde considerada excelente. Seu médico atribuiu sua longevidade à alimentação saudável e à forte religiosidade. A neta, Leida Ferreira, de 65 anos, relata que Deolira trabalhou na lavoura até os 80 anos, quando ficou viúva e saiu da roça. A perda do filho caçula, Manoel Pedro, aos 75 anos, foi um dos momentos mais desafiadores de sua vida.
Convivência familiar
Atualmente, Deolira reside com familiares que auxiliam em suas necessidades diárias. Recentemente, ela recebeu a notícia de que se tornaria tataravó novamente, com a chegada do filho de sua trineta. A família permanece otimista quanto ao reconhecimento oficial de sua idade, enquanto celebra a vida e a história de sua matriarca.