Jornalista e escritora norte-americana transforma sua relação com o corpo e a moda após anos enfrentando os desafios da Síndrome de Klippel-Trenaunay
Nascida com a Síndrome de Klippel-Trenaunay, uma condição vascular congênita rara que provoca deformidades físicas, Carla Sosenko enfrentou desde a infância os desafios impostos por um corpo que não se encaixava nos padrões estéticos convencionais. Com uma deformidade gordurosa nas costas e tronco, manchas vinho na pele e assimetrias corporais, ela encontrou na moda não apenas uma forma de expressão, mas um caminho para a autoaceitação e empoderamento.
Desde pequena, Carla demonstrava interesse por roupas, influenciada por sua mãe, que a vestia com conjuntos de marcas como Norma Kamali. Entretanto, a dificuldade em encontrar peças que se ajustassem confortavelmente ao seu corpo gerava frustrações. Na adolescência, a busca por aceitação a levava a usar roupas que escondiam suas características físicas, mesmo que desconfortáveis.
A virada em sua relação com a moda ocorreu em 2019, aos 42 anos, quando se deparou com um vestido da designer Mara Hoffman. O vestido, com mangas bufantes e laço nas costas, simbolizou sua decisão de não mais se esconder. Ao usá-lo e compartilhar uma foto nas redes sociais, Carla iniciou uma nova fase de sua vida, marcada pela liberdade e orgulho de seu corpo.
Atualmente, aos 48 anos, Carla prioriza roupas que a façam sentir-se bem, escolhendo marcas que valorizam a inclusão e acessibilidade. Ela defende que a moda deve ser um espaço de celebração da diversidade corporal e que cada pessoa tem o direito de se expressar como desejar.
Em seu livro de memórias, “I’ll Look So Hot in a Coffin: And Other Thoughts I Used to Have About My Body”, publicado pela Dial Press, Carla compartilha sua jornada de aceitação e a importância da moda em sua vida. A obra é um testemunho poderoso sobre resiliência, autoamor e a capacidade transformadora da moda.



Fonte: Vogue Moda