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CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil até 2030

Foto: Divulgação
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Mesmo quebrando recordes históricos de audiência mundial no streaming, a plataforma ficou de fora da concorrência após não cumprir exigências técnicas e financeiras da entidade.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tomou uma decisão surpreendente de mercado e excluiu a CazéTV da disputa pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o ciclo de 2027 a 2030. De acordo com informações apuradas pela Times Brasil, o canal digital de streaming não atendeu aos critérios técnicos e financeiros estipulados pela entidade máxima do futebol nacional para participar do processo de concorrência. A CBF, contudo, optou por não detalhar publicamente quais foram as exigências específicas que deixaram de ser cumpridas pela plataforma.

A desclassificação ocorre em um momento repleto de contrastes para a CazéTV, que é operada em parceria com a LiveMode. Por um lado, o canal celebra conquistas históricas no campo da audiência esportiva digital. Na última segunda-feira, 29 de junho, a transmissão da vitória da Seleção Brasileira contra o Japão, pela Copa do Mundo, alcançou o recorde mundial absoluto para uma transmissão ao vivo no YouTube, registrando mais de 21 milhões de acessos simultâneos. Com o feito, as quatro partidas do Brasil no Mundial ocupam atualmente os quatro maiores picos de audiência da história da plataforma de vídeos, superando marcas consolidadas e enfrentando a concorrência direta de grandes redes de TV aberta e por assinatura.

Por outro lado, a exclusão imposta pela CBF coincide com um período de forte pressão regulatória sobre o canal de streaming. Nos últimos dias, a CazéTV passou a ser alvo de investigações oficiais ligadas à veiculação de publicidade de casas de apostas (bets) durante suas transmissões esportivas.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) determinou, de forma liminar, a suspensão de anúncios de apostas em tempo real apresentados ao longo dos jogos do Mundial. O órgão aponta indícios de irregularidades no merchandising que promovia odds para eventos de baixa probabilidade em lances específicos, além da falta de uma sinalização clara que identificasse o conteúdo como propaganda de natureza comercial. Em resposta às reclamações, a CazéTV declarou que já realizou ajustes em suas inserções.

Paralelamente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, instaurou uma investigação paralela sobre o caso. A secretaria identificou o uso excessivo de QR Codes, bônus imediatos e o uso de mensagens que associavam diretamente as emoções do futebol à necessidade de realizar apostas instantâneas. Segundo o órgão, tais práticas configuram estímulo ao consumo abusivo e irresponsável. Até o momento, a plataforma não se manifestou publicamente sobre o inquérito da Senacon.