Os clubes brasileiros sofrem avaliações devido a pendências financeiras e têm desafios pela frente na temporada.
A temporada de 2025 começa com um cenário desafiador para dois clubes brasileiros. O Ceará Sporting Club, do Ceará, e o Villa Nova Atlético Clube, de Minas Gerais, estão proibidos pela FIFA de realizar contratações até que regularizem suas situações financeiras. A decisão, conhecida como “proibição de transferência”, é resultado de dívidas relacionadas a negociações de jogadores em anos anteriores.
O Ceará enfrentou a sanção devido a uma pendência com o clube japonês Vissel Kobe, referente à transferência do atacante Wescley, realizada em 2019. A dívida de cerca de R$ 5 milhões não foi quitada dentro do prazo estipulado pela FIFA, resultando na dívida. Apesar de ter anunciado sete reforços para a temporada, incluindo atletas importantes para o elenco, o clube não poderá registrá-los até resolver a situação.
Por sua vez, o Villa Nova foi penalizado por não cumprir os pagamentos acordados na contratação de jogadores nos anos anteriores. O clube, que disputa a Série D do Campeonato Brasileiro, também enfrentou dificuldades financeiras que comprometem sua capacidade de competir no cenário nacional.
Impactos e desafios
A sanção da FIFA impede que os clubes registrem novos jogadores em competições oficiais, o que pode comprometer seus desempenhos esportivos. No caso do Ceará, que disputará a Série B do Campeonato Brasileiro, a ausência de reforços poderá dificultar a busca pelo acesso à elite do futebol nacional. Já o Villa Nova, com orçamento mais limitado, precisa de soluções internacionais, como uma base de jogadores locais, para competir na Série D.
Especialistas ressaltam que as punições são um reflexo da gestão financeira no futebol brasileiro, onde atrasos e dívidas contratuais ainda são frequentes. A regularização dos subsídios é essencial não apenas para desbloquear as contratações, mas também para garantir a estabilidade financeira a longo prazo.