google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Celular Seguro: entenda como a ferramenta funciona de verdade para proteger seus dados

Foto: Governo federal/Divulgação
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Diferente do que muitos pensam, o programa do Governo Federal não rastreia smartphones, mas serve como um escudo contra invasões financeiras e ajuda na recuperação de aparelhos

O avanço da tecnologia transformou os celulares em verdadeiras carteiras digitais. Hoje, perder o smartphone vai muito além do prejuízo material; significa colocar em risco dados bancários, acessos governamentais e direitos civis. Para tentar conter os danos causados por furtos e roubos, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) desenvolveu o programa Celular Seguro. No entanto, o funcionamento real da plataforma ainda gera muitas dúvidas e confusões entre os cidadãos.

Uma das principais falsas crenças é a de que o aplicativo atua como um rastreador. O Celular Seguro não possui permissões de localização e não aparece como administrador do dispositivo, diferentemente dos localizadores nativos dos sistemas Android (Google) e iOS (Apple). A ferramenta funciona, na verdade, como um canal centralizado para o bloqueio rápido de acessos.

Ao registrar o aparelho no sistema utilizando a conta Gov.br, o usuário ganha a capacidade de emitir um alerta em caso de crime ou extravio. Essa notificação avisa imediatamente os parceiros do programa — que incluem a Anatel, operadoras de telefonia, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e diversas instituições financeiras. Assim que o alerta é gerado, os bancos suspendem temporariamente o canal digital, bloqueiam o aplicativo ou passam a exigir uma verificação biométrica adicional para liberar novos acessos.

Uma das inovações recentes do programa permite que o cidadão escolha bloquear apenas a linha telefônica e as contas bancárias parceiras, mantendo o IMEI (o número de identificação do aparelho) ativo. Essa estratégia foi desenhada para que, caso um novo chip seja inserido no telefone roubado, as operadoras de telefonia notifiquem o MJSP. Essas informações são repassadas às Polícias Civis estaduais para ajudar na localização e recuperação do bem.

Além disso, a plataforma instituiu o Cadastro Nacional de Celulares com Restrição (CNCR), o que possibilita que qualquer pessoa consulte se um telefone possui restrições de roubo antes de efetuar a compra de um aparelho usado, garantindo a legitimidade da transação.

Especialistas alertam que o uso do Celular Seguro deve ser complementar. Em caso de ocorrência, a recomendação é utilizar o localizador nativo do sistema do celular, registrar o boletim de ocorrência na polícia e acionar a plataforma. Também é fundamental realizar testes preventivos no aplicativo antes que qualquer incidente aconteça, além de cadastrar pessoas de confiança no sistema, pois elas podem emitir o alerta caso o proprietário fique sem acesso à sua própria conta Gov.br.